quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

.RIO DE JANEIRO-DIA 2


Mais uma noite de chuva intensa e desta vez a sorte que tivéramos na véspera parecia  não estar hoje do nosso lado,visto que o "temporal" se prolongou por toda a manhã.Mas o calor,esse,nunca nos abandonou.
Eram oito horas quando pusemos os pés na rua e naquela altura já deviam estar uns 25 graus.
De certa forma aquela chuva miudinha até sabia bem!
Se no dia anterior havíamos permanecido no centro da cidade,hoje tínhamos como objectivo visitar e conhecer alguns dos grandes ícones turísticos do Rio de Janeiro.
Apanhámos pela primeira vez o metro (meio de transporte que se iria revelar de uma grande utilidade durante a nossa estadia) que nos levou até mesmo à porta do maior estádio de futebol do país e um dos maiores do mundo:o mítico Maracanã.
Este era um dos locais que fazíamos mesmo questão de visitar,pelo menos o João que é um fervoroso adepto do "desporto rei".



Depois de pagarmos o respetivo bilhete ($R 40 por pessoa) acedemos ao espaço e nem tivemos de esperar muito para iniciarmos o "tour" que se realiza a cada vinte minutos e que conduz os visitantes através de alguns dos espaços sagrados que normalmente o cidadão comum não tem acesso.Na primeira parte da visita passámos pelos Vestiários,pela Sala de Imprensa e pela Sala de Aquecimento.




O "passeio" termina com uma descida ao Relvado,local onde já se realizaram alguns do maiores jogos da história do Brasil e do Mundo.Não esquecer que jogadores como Pelé,Garrincha,Sócrates ou Zico pisaram este palco.
Que privilégio estar aqui!




As horas avançavam mas o tempo permanecia sem grandes mudanças.
Voltámos a apanhar o metro e seguimos em direção à estação Cardeal Alcoverde que é aquela que mais perto se situa de uma das mais famosas praias do Rio.
Nem nos nossos piores pesadelos poderíamos imaginar que alguma vez estaríamos nesta situação.Chovia a "cantaros" e diante nós tínhamos a incrível praia de Copacabana,completamente deserta.Pelo menos estávamos a ver e a viver algo raro!



Com os pés encharcados e chapéus de chuva abertos caminhámos sem pressas pelo Calçadão que se estende ao longo da Avenida Atlântida,passámos mesmo à frente do mítico Copacabana Palace e meia hora mais tarde já perto do posto 6,cruzámo-nos com as Estátuas em tamanho real de dois grandes nomes da arte brasileira.A primeira representa o escritor Carlos Drummond e alguns metros mais adiante encontra-se o músico baiano Dorival Caymmi que parece saudar quem passa com um rasgado sorriso.




Mesmo ali ao lado fica o Mercado do Peixe e logo depois o Forte de Copacabana que decidimos ir visitar.




Foi construido em 1914 para proteger a cidade.Atualmente,embora ainda seja gerido pelo exército,funciona como Museu que conta um pouco da história do país.
No exterior existe uma área de lazer,com uma loja de lembranças e uma agradável esplanada onde num dia de sol (que não era o caso) se pode beber uma cerveja ao mesmo tempo que se aprecia a magnifica vista sobra a praia de Copacabana.
Outra das zonas que é possível visitar dentro do forte é o local onde estão instalados dois dos canhões que em tempos defenderam a Baía de Guanabara dos ataques inimigos.






Hora de almoço e hoje fizemos mesmo questão de provar a típica Feijoada brasileira.
Tínhamos dois restaurantes referenciados (ambos recomendados no nosso guia Lonely Planet) e foi para lá que nos dirigimos.
A Casa da Feijoada foi a primeira paragem,mas achámos os preços um pouco puxados e segundo as informações que recolhemos é o típico restaurante turístico.A não mais de 50 metros fica o Brasileirinho,com preços bastante mais acessíveis aos nossos bolsos e foi mesmo aí que acabamos por aconchegar o estômago.




A chuva continuava e assim sendo achámos que não valia a pena "perder" mais tempo com as praias.Fomos somente dar uma "olhadela" ao areal de Ipanema,mas a vista que tivemos não foi diferente daquela que havíamos tido momentos antes em Copacabana.




"-O que agora sabia mesmo bem era uma cafezinho!"
Esta frase foi o mote que precisávamos para seguirmos para um dos locais mais míticos da área de Ipanema.
A Garota de Ipanema transformou-se num dos mais históricos restaurantes do Rio de Janeiro por ter sido neste local que os músicos Tom Jobim e Vinicius de Moraes compuseram a famosa música com o mesmo nome do restaurante.
O rascunho original da canção encontra-se exposto numa das paredes.




Dali,só foi preciso caminhar uns dez minutos para chegarmos à Lagoa Rodrigo de Freitas
Este é um dos muitos espaços de lazer que podemos encontrar espalhados pela cidade.Ao redor encontram-se uma ciclovia,vários campos de futebol,o Jardim Botânico e alguns bares que especialmente à noite se enchem de pessoas.
Durante os Jogos Olímpicos de 2016 esta zona vai ser utilizada para as provas de canoagem.




De repente e como que por milagre a chuva parou.Passaram dez,quinze,trinta minutos e nada!Parecia que as nossas prezes tinham sido ouvidas.Hoje pela primeira vez conseguíamos andar sem o chapéu de chuva na mão e sem ter de guardar a maquina fotográfica dentro da mochila.Obrigado S.Pedro!
Tínhamos de aproveitar esta benesse e a decisão em relação ao próximo destino foi fácil de tomar...Pão de Açúcar aqui vamos nós!

Apanhámos o bus para a Urca e saímos perto da Praia Vermelha que é o local de onde sai o teleférico que transporta os visitantes até ao ponto mais alto do Pão de Açúcar.
A subida é feita em duas "etapas".A primeira conduz-nos até ao Morro da Urca e a segunda,essa sim até ao Pão de Açúcar.



Como gostamos bastante de caminhadas,resolvemos "saltar" a primeira etapa do teleférico  e optámos por fazer a Trilha da Urca que se inicia na Pista Cláudio Coutinho ,situada do lado esquerdo da Praia Vermelha. 



A caminhada não leva mais de trinta minutos e é relativamente fácil de efectuar.Além disso o trilho está muito bem assinalado,não há como errar!
É importante realçar que com tempo de chuva o caminho fica bastante enlameado e escorregadio.Nesta situação convém levar calçado apropriado.
Quando alcançámos o topo do morro tivemos uma desagradável surpresa e percebemos que tínhamos falhado em grande na pesquisa que fizemos sobre este percurso.A verdade é que havíamos lido em vários locais que quem optasse por comprar o "ticket" no Morro da Urca só pagava metade,mas ao que parece a regras mudaram e desde agosto de 2015 o ingresso só pode ser adquirido na bilheteira principal,no inicio do teleférico.




Esta falha acabou por condicionar a nossa visita e como é obvio implicou uma mudança de planos.A subida ao Pão de Açúcar teria de ficar para a próxima.Hoje não iríamos passar do Morro da Urca de onde,mesmo assim,já tivemos uma vista espetacular sobre a cidade maravilhosa.Do mal o menos!



A nossa longa jornada de hoje estava praticamente no fim,mas mesmo assim ainda contávamos passar em mais um local antes de regressar ao hotel. 
Se havíamos começado o dia a visitar o expoente máximo do futebol do país,achámos que devíamos terminar com uma visita ao local que melhor representa a cultura popular do Brasil.
Samba e Carnaval só podem rimar com Sambódromo.
A chuva tinha voltado,mas nem por isso desanimámos.Depois de apanharmos o metro até á estação Praça Onze,caminhámos não mais de cinco minutos e lá estávamos nós,naquele que é o centro do mundo brasileiro durante os quatro dias que dura a folia do carnaval.
Como faltavam menos de três semanas do carnaval a azafama era grande e os preparativos para a grande festa estavam no auge.



Ficámos a saber que por R$15 era possível vestir-mo-nos a rigor com alguns dos trajes usados pelos foliões em anos anteriores,mas com aquela chuva achámos que não valia a pena.Rapidamente percebemos que havia muitos visitantes que pensavam de forma diferente e de certa forma assistimos a um desfile de carnaval antecipado.



Regressámos ao hotel já de noite.Pelo caminho comprámos umas coxinhas,uns bolinhos de bacalhau e umas cervejas que devorámos no nosso quarto enquanto programávamos o dia seguinte.
A previsão dada pelo nosso smartphone era de que o sol iria aparecer.Fizemos figas para que fosse mesmo assim,pois seria o nosso último dia na cidade e ainda contávamos subir ao Corcovado.


Outras crónicas sobre o Brasil:
-Rio de Janeiro Dia#1
-Rio de Janeiro Dia#2
-Rio de Janeiro Dia#3
-Paraty
-Trindade
-Petrópolis

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