sábado, 4 de outubro de 2014

.MOSTA, MDINA E RABAT - MALTA

O que visitar em Malta

O dia de hoje será provavelmente um dos mais bem passados nesta nossa viagem por Malta.
Para já, a nossa aventura começa bem cedo em Sliema (local onde estamos alojados). Mais uma vez, e como tem sido hábito, iremos dar uso ao bilhete de transportes públicos de sete dias, para apanhar o bus 225 que nos levará directamente até à cidade de Mosta, o primeiro dos três locais que contamos visitar.



.MOSTA E O MILAGRE DA BOMBA 
Na cidade de Mosta temos como único objectivo visitar a igreja local, famosa pela sua enorme cúpula assim como pelo "milagre" que ali teve lugar em 1942.
Por essa altura, com a 2° Guerra mundial no seu auge, este local de culto foi palco de um acontecimento que mudaria para sempre a história da cidade. Na tarde do dia 9 de abril de 1942, quando centenas de pessoas ocupavam a igreja para a celebração de mais uma missa, toda esta zona foi bombardeada e um desses projeteis atravessou a cúpula, embatendo com estrondo no chão sem nunca explodir.
A partir desse dia essa espécie de golpe de sorte passou a ser visto como um milagre que poupou as vidas de todos aqueles que estavam no interior da Igreja. 
Uma réplica do engenho explosivo (que nunca explodiu) encontra-se exposta numa das secções da igreja.
O nome original deste bonito local de culto é Rotunda de St.Marija Assunt, batizado desta forma devido à sua forma redonda que muitos afirmam ter sido inspirada no famoso Duomo de Roma.

Igreja de Mosta
           
Igreja de Mosta
Igreja de Mosta
Cúpula 
           
Cúpula
Replica da bomba

.MDINA, A CIDADE SILENCIOSA
Deixámos Mosta a bordo do Bus 205 e à medida que avançávamos em direção à zona interior da ilha a paisagem ia-se transformando aos poucos, mostrando-se cada vez mais distinta daquela que havíamos tido a oportunidade de conhecer nos dias anteriores.
Estávamos definitivamente no centro da ilha e as grandes zonas residenciais do litoral desapareceram, dando lugar a extensos campos agrícolas e a áreas que em certos casos se podem mesmo considerar desérticas.
Assim que deixámos o autocarro percebemos que longe da zona costeira até o calor parece ser diferente...mais forte, mais seco e quase insuportável!
Chegámos ao grande portal de pedra que hoje tal como no passado permite que penetremos na cidade fortificada de Mdina, toda ela abraçada por uma imponente muralha. 

Entrada
           
Entrada
Entrada
O acesso ao centro histórico é gratuito, sendo somente necessário comprar bilhetes para visitar alguns locais situados no seu interior.
Pouco depois de darmos os primeiro passos no interior da cidadela desembocámos num pequeno pátio, onde se situa o Centro de Informações Turísticas e no qual acabámos por arranjar um mapa que se viria a mostrar de grande utilidade.

Ainda no mesmo pátio, mas do lado direito encontra-se o Museu de História Natural instalado no antigo Palácio Vilhena, local que em tempos serviu de residência ao português e antigo grão Mestre António Manoel de Vilhena.
Não entrámos e limitámo-nos a admirar a bonita fachada exterior, poupando desta forma cinco euros que se iriam revelar bastante úteis para podermos visitar a Catedral e o Museu de S.Paulo.

           
             Palácio Vilhena/Museu de historia natural
       
    Imagem de António Manoel de Vilhena
As indicações dadas pelo mapa levaram-nos até ás Capelas de S.Pedro e Sta Agatha que infelizmente não se encontram abertas ao público, sendo somente possível ver um pouco do seu interior através das grades colocadas à entrada. 

           
       Capela de Sta.Agatha
Capela de Sta.Agatha
O passeio continua pelas ruas desta cidade construída por volta do ano 1000 a.c. num período em que o povo fenício andava por esta área.
Mais tarde foi ocupada, modificada e aumentada pelos romanos que a batizaram de Melita, local onde permaneceram até ao século IX, altura em que os árabes se estabeleceram na cidade e a converteram em algo muito próximo do que hoje vemos. O nome Mdina resultou precisamente da designação dada durante esse último período.
As influências árabes estão presentes um pouco por toda a parte e a verdade é que por diversas vezes tivemos a sensação de que estávamos algures no Sul de Espanha e demos connosco a relembrar a nossa passagem por cidades como Cordoba, Granada ou até Sevilha.

               





















Sempre em ritmo de passeio íamos tentando aproveitar o tempo, esforçando-nos por conseguir tirar o máximo partido de tudo o que connosco se cruzava. Passámos por alguns palácios e palacetes que nos recordam que este foi e continua a ser um local onde muitas das famílias nobres do país escolheram viver.

Um dos vários palacetes existentes
Ao chegar ao extremo norte da cidade percebe-se claramente o porquê de esta área ter sido alvo de uma tão grande disputada por parte de diversos povos. Trata-se obviamente de um ponto estratégico, situado no alto de uma colina de onde se consegue ter uma visão desafogada de toda a costa norte. Se em tempos Mdina revelou ser um local de grande utilidade em termos militar, hoje, e já sem os conflitos do passado, a sua localização privilegiada continua a ser uma mais-valia que atrai diariamente centenas de turistas. 


Seguimos agora pela Triq San Paul e em menos de nada chegaremos à Pjazza San Pawl onde se encontra a discreta Catedral S.Paul que de todos os locais assinalados no nosso mapa era aquele que mais curiosidade tínhamos de conhecer. 


Contrariamente ao que muitas pessoas pensam, é esta, e não a Catedral de Valleta o mais importante edifício religioso do país. Apesar da beleza daquela que se situa na capital ser inquestionável, o que aqui veremos não nos deixará desiludidos.
O interior apesar de não ser muito grande, é extremamente rico, com detalhes onde impera o estilo barroco e para além das diversas estátuas usadas na sua decoração, também se destacam os frescos de cariz religioso presentes nas paredes e tectos da nave central. O chão e como já havíamos testemunhado noutras igrejas e catedrais do país é praticamente todo preenchido com pedras tumulares.

           
Catedral de S.Paulo
Cúpula
           
          Altar
A nave
           
O órgão
Uma capela
O ingresso de acesso à Catedral permite igualmente a visita ao Museu instalado no edifício que se situa mesmo em frente. Para além dos muitos artefactos religiosos (manuscritos, vestes e jóias) também podemos ver algumas coleções de obras de arte sacra.

Ainda que a Cidade de Mdina tenha sido uma das grande surpresas desta nossa aventura por terras Maltesas tínhamos de seguir viagem.

Interior

.RABAT E OS MELHORES PASTIZZI DE MALTA

Antes de iniciarmos a visita propriamente dita, aproveitámos para almoçar num pequeno estabelecimento (Crystal Palace Café), situado na Triq San Pawl, em frente do parque de estacionamento. Havíamos lido que este local servia os mais deliciosos Pastizze de toda a ilha e uma vez que estávamos em Rabat, não deixámos passar a oportunidade de confirmar tal informação. Adorámos o ambiente, a simpatia, a cerveja e os tais pasteis típicos que um após outro iam ganhando lugar sobre a nossa mesa.  
Durante a nossa viagem acabámos por comer por diversas vezes esta especialidade Maltesa, mas estes foram sem dúvida os melhores. 

 


Agora sim estamos prontos para nos lançar à descoberta da cidade de Rabat. Seguimos  pela Triq San Pawl que uns metros mais à frente nos leva ao encontro da Igreja de S.Paulo que infelizmente se encontra encerrada. Ainda assim aproveitamos para tirar algumas fotos da fachada antes de seguir viagem desta feita pela rua Bajjada Triq Sant Agatha

As Catacumbas de Sta.Agatha e as Catacumbas de S.Paulo situadas um pouco mais adiante são a nossa próxima paragem.


Uma vez que teríamos de optar por visitar só um destes locais, achámos que ficaríamos melhor servidos com as Catacumbas de S.Paulo, uma vez que o preço do ingresso é o mesmo (6 euros) e inclui as Catacumbas, a Gruta, a Igreja e o Museu Wignacourt.

 

As Catacumbas de S.Paulo são assim chamadas devido à sua proximidade com a igreja. 
Este conjunto de túmulos subterrâneos datam do século III e nos primeiros 500 anos após a sua construção foram o local escolhido para serem sepultadas algumas das pessoas que faleceram naquele período.
Mais tarde o espaço acabou por ser convertido numa espécie de depósito onde eram armazenados diversos tipos de produtos agrícolas.
Atualmente é um dos locais mais visitados em Rabat.

 

O regresso à superfície é realizado através de um caminho que nos conduziu à gruta onde segundo reza a história, S.Paulo se refugiou depois do barco que o transportava ter naufragado algures ao largo da costa de Malta.
No interior da gruta encontra-se uma estátua do santo, uma placa que relembra a passagem do Papa João Paulo II por este local e também uma caravela de prata oferecida em 1960 para celebrar o aniversário do naufrágio.




 

O dia já vai longo e mesmo tendo algumas limitações de tempo, acabámos por conseguir ver alguns dos mais importantes pontos turísticos não só de Mdina mas também de Rabat.
Em jeito de despedida deixamos uma última dicaPerto da paragem do bus existem umas ruínas romanas (Domus Romana) que podem ser vistas sem que isso implique a compra do ingresso de acesso ao local, uma vez que estão protegidas por um gradeamento que permite admirar sem grande esforço toda a área arqueológica.





Para regressar a Sliema teremos de apanhar o bus 203 ou 205. Para quem quiser seguir na duração de Valletta o 51, 52 ou 53.



Pode acompanhar as nossas viagens e ver as fotos deste e de outros destinos na pagina do Diário das Viagens no Facebook.

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