domingo, 12 de abril de 2015

NARA - UM PASSEIO POR ENTRE TEMPLOS E VEADOS


O dia começou com uma viagem de pouco mais de duas horas entre Tóquio e Kyoto, onde fiz uma curta escala para deixar a minha mochila no hotel que já trazia reservado, voltando logo depois a apanhar o comboio até à cidade de Nara.
Apesar de não ser uma grande metrópole, Nara tem um peso inegável na história do país, uma vez que foi a primeira capital do Japão.


Desde a estação ferroviária até à área onde quero ir são talvez uma dezena de minutos a caminhar, e não foi preciso muito para me cruzar com estes que são os habitantes mais famosos da cidade. Os veados estão por toda a parte e é possível vê-los nos parques, jardins ou até mesmo nas ruas.
Nara está inevitavelmente cheia de sinais de trânsito que alertam os condutores para a presença destes simpáticos animais.


Seguindo as indicações do mapa que me haviam dado na estação, realizei uma curta paragem no Complexo de Templos Kōfuku-ji onde pude visitar uma dúzia de locais bastante interessantes. A entrada é gratuita e dos 175 edifícios que existiam no ano de 710 só uma pequena fração resistiu até hoje. Mesmo assim os poucos que restam encontram-se bastante bem conservados.
Os principais destaques vão para o Templo Kōfuku-ji, que dá nome ao complexo, os pavilhões Hokuen-do e Nanen-do e uma Pagoda de cinco pisos que é considerada a segunda mais alta do país.




Foi a partir deste local que me comecei a cruzar com cada vez mais veados.  
E se inicialmente estava um pouco receoso sobre se seriam realmente dóceis, rapidamente constatei que são inofensivos e como estão habituados à presença humana aproximam-se na esperança de sacar uma ou outra guloseima aos turistas (há até umas bancas que vendem uma espécie de biscoitos especiais para os veados).



Atravessei todo o complexo, saí pelo lado oposto e pouco depois cheguei ao maior espaço verde da antiga capital.
O Nara-Kōen situa-se na zona oriental da cidade e estende-se por uma vasta área que acolhe alguns dos 
principais templos e santuários.
Assim que entrei no parque avistei imediatamente o edifício do Museu de Nara que optei por não visitar.



Logo a seguir cheguei ao Yoshiki-en. Este pequeno mas lindíssimo espaço verde é um bonito exemplo dos jardins tradicionais japoneses e uma vez que a entrada era gratuita aproveitei para conhecer, seguindo depois em direção ao grande símbolo e principal ponto turístico da cidade.


O Tōdai-ji é um dos mais importantes e sagrados templos do Japão.
O acesso ao majestoso pavilhão é feito através de um não menos majestoso portal (Nandai-mon) que se encontra guardado por duas gigantescas estátuas apelidadas de Nió.
Este complexo pode ser visitado de forma gratuita com exceção do pavilhão principal (Tōdai-ji), cujo o bilhete custa 500 JPY. Ainda que o preço possa parecer um pouco exagerado acredite que vale cada cêntimo.


O tamanho do edifício só por si impressiona quem ali chega, e como se isso não bastasse o facto de ser totalmente construído em madeira acaba por lhe acrescentar ainda mais valor.
Logo na sala principal tive a oportunidade de estar frente a frente com um dos mais imponentes Budas de bronze existentes em todo o mundo. 
Além de apreciar esta e outras bonitas estátuas ali existentes, também aproveitei a oportunidade para cumprir uma tradição local que consiste em passar por um pequeno buraco de 50 cm (o tamanho de uma narina do grande buda) que se encontra num dos pilares.
Obviamente que cumpri o ritual com distinção.






Depois da visita ao templo que acabou por me manter ocupado por mais de uma hora achei que já estava na altura de tentar arranjar um local para almoçar. À saída do complexo entrei num pequeno restaurante onde comi uma deliciosa sopa de soba (noodles) que segundo me explicaram se chama Tanuki e significa debaixo da lua.


Como ainda queria visitar alguns locais em Nara a refeição foi rápida e num piscar de olhos já caminhava na direção do próximo ponto assinalado no meu mapa.
Situados no alto de uma colina (não muito longe do Tōdai-ji) encontrei o Sangatsu-dō e o Nigatsu-dō. Este último foi para mim a grande surpresa do dia uma vez que 
enquanto desfrutava da vista sobre a cidade a partir da incrível varanda ali existente, tive o privilégio de escutar as orações budistas que se desenrolavam numa área mais interior do templo .





Gostaria de ter ficado por ali por mais tempo mas os ponteiros do relógio teimavam em avançar demasiado rápido.
Caminhei talvez uns quinze a vinte minutos, voltei a cruzar-me com os simpáticos veados e fui parando num ou outro templo que achei interessante.




A certa altura entrei numa zona onde a vegetação era visivelmente mais densa e pouco depois avistei o Kasuga Taisha, um santuário que data da época em que Nara foi a capital do Japão e que durante vários séculos foi pertença de uma das mais influentes famílias da cidade.



No Interior do complexo existe uma área em que podemos circular livremente e uma outra (
onde está situado o pavilhão do tesouro) na qual é cobrada uma taxa de 500 JPY. 

Segundo percebi este é um dos locais mais venerados pelos habitantes de Nara que aqui se deslocam para realizar as suas orações. No interior, e ao redor do santuário, deparei-me com centenas de lanternas, umas de bronze e outras de pedra, todas elas oferecidas pelos fieis.




O meu objectivo havia sido alcançado. Passei um dia incrível em Nara e consegui visitar tudo o que tinha planeado. Ao final da tarde apanhei o comboio de volta a Kyoto onde iria dormir nas próximas noites.
Hoje tomei o pequeno almoço em Tokyo, almocei em Nara e jantei em Kyoto. 
Esta viagem está a dar cabo de mim, mas é assim que eu gosto!


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**** Os preços e horários apresentados são referentes ao período da nossa passagem (Março de 2015) e obviamente estão sujeitos a alterações.

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