quarta-feira, 1 de março de 2017

.BUDDHA PARK-VIENTIANE


O despertar é tranquilo.
O dia,à semelhança dos anteriores,amanhece abafado e nem a ventoinha que rodopia sobre a nossa cama consegue atenuar aquela sensação de desconforto.Ainda assim,e numa atitude de auto tortura,resolvemos ficar na ronha por mais uns momentos.Não dormimos,ficamos só ali em silêncio a gozar aquelas que serão as últimas horas de preguiça no Laos.
Odeio despedidas,mas inevitavelmente acontecem.Nada é eterno e a vida continua!
Num impulso,saltamos da cama e tomamos um duche gelado que nos refresca o corpo e desperta a alma.Agora sim,estamos prontos!


Nas ruas nada mudou.No ar pairam os mesmos cheiros e sabores e os carros,motas e pessoas já entopem as principais artérias desta cidade que palpita de vida.
Os caminhos que percorremos não são novidade para nós e de forma instintiva avançamos como se já fossemos da casa.
Estamos a chegar a Talat Sao.Percebemos isso pela agitação que se vive enquanto percorremos aquelas ruas onde homens e mulheres circulam carregados de sacos e de mantimentos comprados no mercado onde ontem almoçámos.

Dezenas de autocarros verdes amontoam-se alinhados ao longo da avenida principal.É o 14 que procuramos,e é esse que nos levará até ao Buddha Park
A movimentação é grande,mas não foi difícil encontrar o nosso transporte.Antes de entrar e por descargo de consciência questionamos o motorista que descontraidamente fuma o seu cigarro encostado a uma parede.Confirma-se,é este!

Ao que parece não há horários tabelados.A carreira só segue viagem quando tem passageiros suficientes,mas isso não será grande problema.
As pessoas vão entrando a bom ritmo e os acentos daquele velho autocarro são preenchidos por homens e mulheres locais que provavelmente regressam a casa depois das compras.Não há outros turistas. 
A espera não se prolonga por muito tempo e rapidamente seguimos viagem,primeiro pelas movimentadas ruas da capital e depois por estradas rurais que atravessam pequenas povoações onde vão entrando e saindo passageiros.
Estranhamente não há ninguém a cobrar bilhetes,o processo baseia-se na boa fé dos passageiros e é feito directamente com o chauffeur no momento da saída.Ninguém sai sem pagar...pessoas pobres mas honestas.



Uma hora é o tempos que levamos a percorrer os 25 quilómetros que nos separam do nosso destino.Tal como a ausência de horários,também as paragens não têm lugar fixo e o motorista vai apanhando e largando passageiros à medida que é questionado.Um autêntico serviço à vontade do freguês!
A chegada ao Buddha Park acontece pouco depois da uma curta passagem pela Friendship Bridge que faz a ligação terrestre entre o Laos e a Tailândia.Pagamos 6.000 kip cada um e agradecemos ao simpático senhor que se despede com um "see you later".

As várias vans estacionadas à porta do parque fazem-nos prever que teremos de dividir o espaço com dezenas de outros turistas.
Compramos o ingresso que custa 5.000 kip e avançamos em direção daquele mundo repleto de criaturas estranhas,criado há uns anos por um artista com ideias extravagantes.
O ambiente está animado.Um grupo de chineses ri e fala em voz alta enquanto tiram fotos por entre as estátuas de cimento que representam figuras mitológicas das religiões hindu e budista que a nós pouco ou nada impressionam.É giro,nada mais que isso.






O calor vai apertando cada vez mais.Ao nosso ritmo vamos encarando cada uma daquelas personagens que podiam muito bem fazer parte de uma história de fantasia,e aqui e ali fazemos algumas fotos de forma a registar a nossa passagem por este local.


         




Em meia hora está tudo visto e não vale a pena continuar a andar para cá e para lá sob aquele sol abrasador.Não queremos que isto seja um adeus prematuro,mas decididamente não encontramos motivos para prolongar a nossa visita por muito mais tempo.Sendo assim resolvemos regressar à capital.
Está terminada a nossa aventura!

Durante dez dias lançámo-nos a conquista dos principais pontos turísticos do Laos e hoje,no dia que nos despedimos,percebemos que fomos nós os conquistados.Regressamos a casa completamente rendidos à simpatia das pessoas,à deliciosa comida e ás paisagens de sonhos que se cruzaram connosco ao longo desta nossa viagem.
Obrigado Laos.
Até um dia...

-OUTRAS CRÓNICAS SOBRE O LAOS:



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