quinta-feira, 6 de novembro de 2014

.ILHA DE GOZO




Hoje o dia promete ser longo,como tal e para tirar o máximo partido do tempo e por volta das oito da manhã ja estamos na rua prontos para apanhar o bus 222 que nos lavará de Sliema até ao porto de Cirkewwa.É daqui que diariamente saem os Barcos para Comino assim como os ferrys para Gozo,o nosso destino de hoje.
Assim que entrámos no terminal fluvial onde milhares de pessoas se amontoavam numa fila aos zig-zages quase nos ia dando uma "coisinha" má.
"-que é isto?"
"-acho que nem daqui a duas horas embarcamos!"
Contra todas as nossas expectativas em menos de quinze minutos estávamos dentro do enorme barco...e sem pagar!
Calma!Não enganamos ninguém nem nos "escapamos" às nossas obrigações.
A verdade é que só é preciso comprar bilhete no regresso,o que quer dizer que quem decidir ficar para sempre em Gozo poupa 4,65€.
Os ferrys da companhia Gozo Channel trabalham 24 horas por dia e fazem a travessia em cerca de quarenta minutos.






Dicas importante:Assim que desembarcarem no terminal de Gozo (Mgarr) dêem uma corridinha e comprem logo os bilhetes de regresso a Malta pois nessa altura não ha praticamente ninguém na bilheteira,ao passo que no final do dia vão seguramente perder bastante tempo as filas.

É essencial que se despachem para poderem ainda apanhar o bus 301 ou 303 para Victoria que partem de 40 em 40 minutos.
O passe de sete dias (bus) que compramos em Malta não é valido em Gozo.De qualquer maneira existe aqui um ingresso que custa 1,50 euros é válido por um dia e também é uma excelente opção.Pode ser adquirido nos autocarros ou nas maquinas existentes em grande parte das paragens.


Chegada a Gozo
.Victoria
Também conhecida por Rabat esta é a maior e mais importante cidade de Gozo.Fica situada no centro da ilha e como tal funciona como um excelente ponto de partida para todos os outros locais.Por aqui todos os caminhos vão dar a Victoria.
O coração da cidade é sem sombra de duvidas a Cidadela (Il Kastell) que se ergue no topo de uma colina e começou a ganhar destaque na historia do país a partir dos tempos medievais,mas segundo os entendidos esta zona já era ocupada por povos pré-históricos.
Esta pequena cidade dentro da cidade está rodeada por enormes muralhas que datam do sec.XV altura em que os Fenícios ocuparam a ilha.


Cidade de Vitoria e a Cidadela

Assim que atravessamos as muralhas damos logo de caras com a Catedral de Sta.Maria situada numa pequena praça.Esta igreja foi construída entre 1697 e 1711 para substituir uma outra existente neste local e que foi completamente destruída por um violento sismo no ano de 1693. 



Catedral de Sta.Maria


Catedral de Sta.Maria
O exterior tem um aspecto banal ao passo que o interior é uma autentica obra prima com lindíssimos frescos que se espalham praticamente todo o tecto.
Destaque também para os veludos de cor encarnada que cobrem grande parte do altar assim como as arcadas interiores e que proporcionam um ambiente bastante acolhedor.


Interior


Interior


Interior


Interior

Pena é que por vezes os visitantes se esqueçam que se encontram num local sagrado e falem tão alto que provavelmente conseguem ser ouvidos na ilha de Malta!
A certa altura e depois dos dois grupos de turistas barulhentos terem abandonado a catedral conseguimos ficamos praticamente sozinhos com os vários fieis que aqui vêem diariamente fazer as suas orações e desfrutar da paz e tranquilidade e beleza que este espaço oferece.


-Preço do ingresso-3 euros (inclui a entrada no museu da Catedral)
-Aberto todos os dias da semana das 09:00 as 17:00.

Continuamos dentro das Cidadela.
Outro local bastante popular e que atrai muitos visitantes é a antiga prisão,que esteve em atividade entre os anos 1500 e 1904.


Entrada da Antiga Prisão 

Entrada da Antiga Prisão 
À entrada deparámo-nos com um dilama:
"-Cinco euros por pessoa pelo ingresso!?"
Ainda hesitamos,mas como no nosso guia dizia que este local merecia ser visitado sobretudo pela sua importância histórica,lá decidimos pagar os cinco euros.Rapidamente nos arrependemos da decisão que havíamos tomado e para falar verdade achámos que cinco euros é ridiculamente exagerado para o que se vê no interior!


Uma das varias celas existentes

Além das seis celas individuais ainda bastante bem preservadas pouco mais há para ver.O grande destaque é muito provavelmente as varias mensagens e desenhos aqui "deixados" pelos antigos prisioneiros.
Gravuras deixadas pelos prisioneiros


Gravuras deixadas pelos prisioneiros

-Preço do ingresso-5 euros
-Aberto todos os dias da semana das 09:00 as 17:00.


A visita à antiga prisão demorou talvez uns quarenta minutos e assim que saímos emaranhamo-nos e fomos avançando ao acaso pelas ruas estreitas.Como a Cidadela não é muito grande rapidamente chegamos a um dos extremos de muralha e lá do alto tivemos a oportunidade de contemplar grande parte da zona norte da ilha.


Ruas da Cidadela


Depois de nos deslumbrarmos com a vista naquele que é muito provavelmente o mais incrível miradouro de Gozo continuamos o nosso caminho ao longo das muralhas,sempre sob um sol abrasador.


Pelas muralhas da Cidadela

Pelas muralhas da Cidadela

Pelas muralhas da Cidadela

Pelas muralhas da Cidadela

 A certa altura refugiamos-nos numa espécie de túnel que pouco depois viemos a descobrir que nos conduzia aos antigos reservatórios de agua da Cidadela.Se há momentos atrás o calor era insuportável agora e no interior destes cones gigantescos a temperatura baixara drasticamente.
A pouca luz existente fazia deste local poderá incomodar os mais sensíveis e até os que sofrem de claustrofobia.



Antigos reservatórios de agua


Antigos reservatórios de agua

O nosso passeio pela Cidadela ficou por aqui,estava na hora de regressar ao terminal de bus para apanhar o 311 com destino a Dwejra.


.Dwejra

Situada na costa oeste de Gozo esta baia é dos sítios mais turístico da ilha,muito por culpa das muitas formações rochosas existentes.Obviamente a joia da coroa é a incrível Azure Window (janela azul).Grande parte dos turistas vêm até cá para admirar esta imponente e majestosa escultura da natureza em forma de janela com varias centenas de metros de altura e que devido à sua beleza é um dos locais mais fotografados de Malta.


Azure Window


Azure Window


Azure Window

Enquanto muitos dos presente aproveitavam para se refrescarem nas aguas cristalinas da baia,nós limitámo-nos a observar a paisagem e como estávamos sem pressa decidimos fazer o caminho até ao topo da janela.Embora existam bastantes placas que desaconselham o acesso ao local a verdade é que praticamente ninguém respeita os avisos (até um dia...).






Como a barriga a dar horas decidimos comer umas sandwiches numa das varias roullotes existentes.
De estômago cheio voltamos a apanhar o bus 311 para Victoria e daí o 302 até Ramla Bay.

.Ramla Bay
Depois de um dia em que ainda não tínhamos parado,achamos que merecíamos um miminho e resolvemos ir-nos refrescar na mais bonita praia da ilha de Gozo.
A praia de Ramla está situada na costa norte e é das poucas que tem areia,que neste caso é de cor alaranjada e de onde provem o nome original:Ir-Ramla I-Hamra (The red sandy beach).

Praia de Ramla

O areal é bastante extenso e é banhado por aguas transparentes que atraem centenas de turistas.O único ponto menos positivo é o facto de nos primeiros 20/30 metros de mar haver bastantes "calhaus" que podem dificultar a entrada.


Praia de Ramla

Praia de Ramla

Como estava um tempo espetacular,desfrutamos da praia talvez umas duas horas até que chegou o momento de regressar ao porto de Mgarr para apanhar o ferry de regresso a Malta.
Este foi mais um dia para recordar e que deu para conhecer mais um pouco do país sem estoirar o nosso budget.Hoje gastamos cerca de 15 euros por pessoa.

.Aqui ficam as restantes crónicas da nossa passagem por Malta:
Valletta
Blue Lagoon/Comino
Sliema,Floriana e as Três Cidades
Mosta,Mdina e Rabat

Hypogeum de Hal Saflieni e os Templos de Minajdra e Hagar Qim

Podem acompanhar as nossas viagens e ver as fotos deste e de outros destinos na pagina do Diario das Viagens no Facebook.


****Os preços e horários apresentados são referentes ao período da nossa passagem (Setembro de 2014) e obviamente estão sujeitos a alterações.

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