domingo, 13 de agosto de 2017

.MACHU PICCHU - A CIDADE PERDIDA DOS INCAS


Ás cinco da manhã quando deixamos o hotel, as ruas da pequena cidade de Aguas Calientes ainda se encontram envoltas na escuridão de uma noite que só se renderá daqui a um par de horas. 
Ainda assim o rebuliço é grande. Tal como nós, centenas de outros turistas já guardam lugar na longa fila para os autocarros que de forma confortável nos transportarão até ás portas da mais famosa antiga cidade Inca do mundo.
Compramos o bilhete num escritório improvisado e pouco depois, já na presença de meia dúzia de autocarros, é-nos dada a ordem para o embarque que decorre de forma ordeira e sem problemas de maior.

A estrada é íngreme e as curvas que rompem a encosta em sucessivos zig-zag's, põem à prova a destreza do condutor que num vai e vem constante realiza aquele trajeto diversas vezes por dia.
De forma tímida, os primeiros raios de sol despontam para lá dos picos rochosos que nos rodeiam.


Chegamos, e no meio de uma agitação comparável com aquela que testemunhámos ainda há pouco em Aguas Calientes, aguardamos a nossa vez para entrar na antiga cidadela. 
A conta gotas vamos avançando em direção da bilheteira onde só precisamos mostrar os tickets comprados dias antes através da internet.
Numa altura em que os níveis de ansiedade estavam quase a rebentar a escala, chega o grande momento. Entramos e caminhamos calmamente, tentado interiorizar ao máximo os sentimentos que estamos a viver.
De repente o coração agita-se, a respiração acelera e a pele arrepia-se a cada passo que damos, tornando-se quase impossível controlar as emoções.
Estamos finalmente em Machu Picchu!


Ainda com pouca luz subimos até um ponto mais elevado, de onde certamente conseguiremos ter uma vista desafogada sobre o grande Vale Sagrado. Escolhemos o melhor local, sentamo-nos no limite da encosta e de forma paciente aguardamos pelo aparecimento do sol que pouco a pouco se revela sobre aquelas montanhas pintadas de verde. 
As nuvens que ainda há pouco pairavam e cobriam grande parte do vale desapareceram e  lá em baixo já se avista Rio Urubamba que agora brilha com o aparecimento do grande astro.
É uma visão soberba.


Depois de um espetáculo que jamais iremos esquecer, caminhamos encosta abaixo, dando oficialmente início à nossa visita.
Como só tínhamos um dia, esforçámo-nos para o aproveitar ao máximo de forma a que nada dos escapasse. Percorremos cada canto, absorvemos cada detalhe e exploramos o quanto podemos aquele local sagrado que devido à sua localização acabou por nunca ter sido descoberto pelos conquistadores espanhóis.
Ainda assim e de forma misteriosa o complexo foi abandonado por volta do ano 1500, e dessa forma permaneceu até 1911, altura em que o historiador Hiram Bingham revelou ao mundo um dos tesouros mais bonitos da humanidade.







Não queríamos perder a oportunidade de subir à montanha Huayna Picchu. Como tal, e na altura em que adquirimos os bilhetes para as ruínas, acrescentámos este pequeno extra que na nossa opinião acabou por fazer toda a diferença, uma vez que tivemos o privilégio de fazer parte do estrito grupo de 400 pessoas autorizadas diariamente a subir ao topo daquela montanha sagrada. 


O trajeto até ao topo leva aproximadamente uma hora a percorrer, uma vez que é realizado a pé através de um trilho de pedra, bastante íngreme, composto por milhares de degraus. Pouco a pouco vamos galgando a encosta até que atingimos o ponto mais alto onde todo o esforço é recompensado por um daqueles momentos inesquecíveis. À nossa volta temos incríveis cadeias montanhosas que protegem a antiga cidade de Machu Picchu.


O resto do dia é passado a usufruir deste local mágico, repleto de misticismo e enquadrado num cenário único que nos leva a imaginar os tempos em que a civilização Inca povoava este local. 





Machu Picchu encontra-se atualmente listado pela UNESCO como património mundial da humanidade e em 2007 foi eleito uma das das Sete Maravilhas do Mundo.
Mesmo com a constante presença de visitantes, a antiga cidade Inca transmitiu-nos uma incrível sensação de paz e apesar de não ser fácil nem barato ali chegar, sentimos que as ínfimas horas passadas em transportes e as noites mal dormidas valeram a pena.

.Os bilhetes para Machu Picho e Huayna Picchu podem ser adquiridos no SITE OFICIAL do Ministério da Cultura do Peru.

-OUTRAS CRÓNICAS SOBRE O PERÚ:



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2 comentários:

  1. O vosso blog está muito bom, obrigado
    Podem me informar em que site compraram os bilhetes para subir a Machu picchu e Huayna Picchu
    João Fernandes joaocarmof@hotmail.com

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    1. Olá João.
      Os bilhetes foram comprados no site oficial de Machu Picchu.
      http://www.machupicchu.gob.pe

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