terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

MACAU - VISITAR O ESSENCIAL


Depois de pouco mais de um dia em Hong Kong estava na altura de seguir viagem e Macau seria o nosso próximo destino. 
Ainda não eram sete da manhã e já nos encontrávamos no terminal de ferrys. Comprámos os bilhetes para o "barco" das 07:30 que custaram 164 HKD e no tempo que dispúnhamos aproveitámos para tomar o pequeno almoço. 
À hora marcada embarcámos e a travessia durou aproximadamente uma hora. À chegada ao nosso destino, depois de passar o controle fronteiriço, trocámos por patacas os poucos dólares de Hong Kong que ainda tínhamos connosco.

Do terminal fluvial, uma das opções para chegar ao centro da cidade é apanhar um dos diversos autocarros locais que ali passam. As carreiras 3, 3A, 10 e 10A realizam o trajeto até à baixa da cidade (Largo do Senado).
Outra das opções são os autocarros pertencentes aos hotéis de luxo de Macau que oferecem transfers gratuitos seja de/para o terminal de ferrys como do/para o aeroporto. Como sabíamos desta situação apanhámos o bus do Hotel Grand Lisboa e em menos de meia hora estávamos na Garagem subterrânea do conhecido hotel/casino. Subimos as escadas, chegámos ao lobby e saímos sem que ninguém nos dissesse nada.




Depois de meia dúzia de fotos para mais tarde recordar a nossa passagem pelo mítico casino, caminhámos não mais de cinco minutos e chegámos ao Largo do Senado já no chamado centro histórico.


Em Macau tínhamos previsto ficar cerca de cinco horas (ao início da tarde partiríamos em direção a Bangkok) como tal tínhamos o objetivo de pelo menos tentar visitar os principais pontos turísticos da cidade.
O Largo do Senado não é um espaço muito grande mas mesmo assim fez com que por momentos nos sentíssemos em casa. Apesar das decorações relativas ao ano novo Chinês presentes um pouco por toda a parte, a influência Portuguesa está ainda bem presente neste e em outros locais desta área e o que salta imediatamente à vista é a magnifica e típica Calçada Portuguesa que cobre todo o chão da praça. 
Também as construções que rodeiam o largo (de onde destacamos o Edifício da Santa Casa da Misericórdia e o Edifício do Leal Senado) são claramente de influência Portuguesa.
Esta antiga colónia lusa passou para as mãos chinesas em Dezembro de 1999 e tal como Hong Kong é uma das regiões administrativas especiais da República Popular da China. Desde o momento da transição muitos dos nomes das ruas foram alterados para a língua oficial do território, contudo as do centro histórico e da zona envolvente mantêm as designações originais em português.

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Numa das extremidades do largo encontra-se a Igreja de S.Domingos fundada em 1587 por frades dominicanos espanhóis. O nome original é Igreja do convento dos dominicanos de Nossa Senhora do Rosário e inicialmente foi construída em madeira, razão pela qual os habitantes macaenses a apelidam de Pan Cheong Miu (pagode de tábuas de madeira).



Em ritmo de passeio embrenhámo-nos nas ruas estreitas, repletas de lojas de souvenirs e a certa altura qual não foi o nosso espanto quando, 
numa das montras, nos deparámos com algo familiar. Pastéis de Nata.


Comprámos dois e enquanto matávamos saudades dos sabores de Portugal chegámos ao grande símbolo de Macau. No alto de uma imponente escadaria erguem-se as famosas Ruínas da Igreja de S.Paulo
A impressionante fachada de granito é tudo o que resta da antiga Igreja da Madre de Deus e do adjacente Colégio de S.Paulo, ambos destruídos por um incêndio em 1835. Esta incrível obra erguida pelos jesuítas, é o único exemplo de arte barroca existente em toda a Ásia e em 2009 foi considerada uma das sete maravilhas de origem portuguesa no mundo.


Com mais um dos pontos turísticos de Macau visitado, estava na altura de seguir para o próximo. Pela proximidade, a nossa escolha foi a Fortaleza do Monte, que tal como o nome indica fica situada no alto de uma colina (monte de S.Paulo), tendo sido construída pelos jesuítas que no século XVII eram presença habitual nesta área do globo. A fortaleza foi erguida 
com o propósito de defender a colónia portuguesa dos ataques holandeses levados a cabo entre 1603 e 1622.
Depois desse período e até 1746 o local serviu de residência oficial do Governador Português em Macau. No interior do complexo também está instalado o Museu de Macau.
Caminhámos ao longo das muralhas e lá do alto tivemos a oportunidade de desfrutar de uma visão panorâmica sobre uma boa parte do território.



Os minutos passavam mais rápido do que desejávamos e ainda que a hora da partida estivesse cada vez mais perto, não deixámos de realizar uma breve passagem pelo Largo de Sto.Agostinho, outro dos locais que nos transporta para o período da "ocupação" portuguesa. À semelhança do Largo do Senado aqui também caminhámos sobre a típica calçada preta e branca, com os motivos ondulados tão característicos do nosso país. Mais uma vez fizemos questão de admirar os magníficos exemplos da arquitectura colonial deixados pelos nossos antepassados. Dos vários edifícios existentes gostámos especialmente da Igreja de Sto. Agostinho, do Teatro D.Pedro V e do Seminário de S. José.






Foi neste local que demos por terminada a nossa curta mas produtiva passagem por Macau. Daqui caminhámos até à zona sul, que é o local onde se situam os grandes hotéis, na esperança de conseguirmos voltar a apanhar um autocarro gratuito para o aeroporto.
A primeira tentativa foi o Hotel Grand Lisboa, mas o transfere tinha acabado de sair e o próximo só partia dentro de uma hora. Contudo e com a ajuda preciosa de dois dos porteiros deste mesmo hotel, ficámos a saber que o shuttle do Hotel MGM saía a cada trinta minutos.  Percorremos então a curta distância que separam os dois locais e mal chegámos, apanhámos um bus que estava de saída....totalmente vazio. Um autocarro só para nós!


A nossa passagem foi breve mas ainda assim conhecemos alguns dos principais pontos de interesse e o mais importante de tudo foi o facto de não termos despendido uma única pataca em transportes e visitas. Aproveitámos os shuttles dos hotéis e todos os locais que conhecemos têm entrada gratuita. 
Em Macau só comprámos dois pastéis de nata. 



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