quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

HONG KONG - O QUE VISITAR NUM SÓ DIA


Esta cidade-estado é uma das regiões administrativas especiais chinesas governada sob o princípio de um país dois sistemas, motivo pela qual lhe foram concedidos alguns "privilégios" em relação ao restante território. Além de ser completamente autónoma, Hong Kong possui também a sua própria moeda (dólar de Hong Kong-HKD) e as suas próprias leis.  
Cerca de sete milhões de pessoas habitam uma área de aproximadamente 1.104km2 o que faz de Hong Kong uma das zonas com maior densidade populacional do mundo. É por esta razão que a paisagem urbana é maioritariamente constituída por arranha céus, muitos dos quais situados em áreas conquistadas ao mar. Seja como for, o principal alicerce de Hong Kong não é o seu território mas sim o dinheiro que por aqui circula.
Com um dos mais altos PIB per capita do mundo, Hong Kong é considerado um dos principais centros financeiros internacionais onde o capitalismo e o consumismo estão omnipresentes.  


COMO ORGANIZÁMOS A NOSSA CURTA PASSAGEM POR HONG KONG:

.DIA 1

Passavam poucos minutos das seis da tarde quando aterrámos no aeroporto internacional de Hong Kong. Quase 4 anos depois estávamos de volta à China, ainda que esta seja uma China diferente daquela que conhecemos em 2011, uma China mais virada para o Ocidente.

Deixámos as mochilas no Alojamento (previamente reservado) situado nas Chungking Mansions, um dos edifícios mais carismáticos da baixa da cidade e foi já de noite que tivemos o primeiro contacto com a realidade de Hong Kong. As luzes dos neons publicitários que dão cor ás ruas apinhadas de gente foram o tónico perfeito para o nosso tão desejado regresso à Ásia.
Logo a seguir a uma refeição rápida num restaurante de fast-food, optámos por passear calmamente pela Tsim Sha Tsui Promenade. Chegámos minutos depois à Avenue of the Stars que segundo constatámos é claramente uma versão asiática do walk of fame de Hollywood e onde acabámos por assistir a em espetáculo de luz e música chamado Symphony of Lights que se realiza diariamente no Victoria Harbor entre as 20:00 e as 20:15. 
Uma chamada de atenção para os falsos monges que "atuam" nesta área e que tentam impingir aos turistas menos informados alguns "amuletos sagrados". Não compre nada nem acredite nas histórias que contam. São na realidade uns trafulhas!








.DIA 2
No segundo dia, muito por culpa do maldito jet lag, acordámos de madrugada e  naqueles momentos de esperteza aproveitámos para rever mais uma vez o "programa" que havíamos traçado para o único dia que tínhamos para explorar a cidade.
Assim que clareou, pegámos nas mochilas (a segunda noite em Hong Kong iria ser passada noutro local), deixámos o pequeno quarto e antes de iniciarmos as visitas ainda tomámos o pequeno almoço num restaurante Mc Donald's situado a dois passos do local onde ficámos alojados.
As ruas que na noite anterior se encontravam apinhadas de gente e iluminadas com neons de mil cores, estavam agora praticamente desertas, envoltas num silêncio difícil de entender.



De barriga cheia voltámos a um dos locais onde havíamos estado na véspera e onde, agora, só nos cruzamos com algumas pessoas que faziam o seu jogging matinal.
Ainda que para muitos, a beleza de Hong Kong esteja nas multidões, na confusão e no ruído constante a verdade é que sem ninguém, conseguimos ver as coisas com outros olhos, prestando mais atenção aos pormenores. 

Pouco depois voltámos a dar uso aos nossos Octopus cards e de metro rumámos à ilha Lantau. Descemos na estação Tung Chung e aí embarcámos num fantástico passeio de Teleférico até ao topo da colina onde ficam situados o grandioso Buddha de Tian Tan e o Mosteiro de Po Lin



O Buddha de Tian Tan, também conhecido por Big Buddha, encontra-se a cerca de 500 metros acima do nível do mar e além de ser um local extremamente sagrado é igualmente um dos principais pontos turísticos de Hong Kong. 
Com 34 metros de altura e 280 toneladas de peso é a maior estátua de Buda feita em bronze. Para atingirmos o patamar onde foi erguida subimos uma escadaria composta de 268 degraus e, além de visitar o santuário, também nos deliciamos com a vista fantástica de toda a ilha de Lantau assim como da ilha de Hong Kong e Kowloon.







A sensivelmente duzentos metros do grande Buddha fica o bonito Mosteiro Po Lin, fundado em 1906. O mosteiro faz parte de um complexo espiritual composto por diversos edifícios de onde destacamos o Main Shrine Hall of Buddha, Hall of Bodhisattva e o Grand Hall of ten Thousand Buddhas.
Todos estes locais, incluindo o Buda de Tian tan, têm entrada gratuita sendo somente exigido aos visitantes que mantenham uma postura de respeito assim como a utilização de vestuário adequado.






De volta à área de Kowloon e depois de uma refeição rápida, voltámos a apanhar o metro até Hong Kong Island e fomos deixar as mochilas no Hostel onde iríamos ficar esta última noite.

Um dos locais que não queríamos mesmo deixar de conhecer eram as famosas escadas rolantes (Mid-Levels Escalator) que fazem a ligação entre a Queens Road (situada na zona Central) e a Conduit Road, nos Mid-Levels.
O sistema estende-se por cerca de 800 metros o que faz dele a mais longa escada rolante exterior coberta do mundo.
É importante salientar que funcionam no sentido descendente das 6:00 am ás 10:00am e no sentido contrário das 10:30 am até à meia noite. O tempo total da "viagem" é de aproximadamente vinte minutos.



Depois de efetuarmos o passeio em ambos os sentidos (para baixo tivemos que vir pelas escadas normais) seguimos para outra zona da cidade. Pelo caminho passámos pela Statue Square, pela Cenotaph e também pelo Former Legislative Council Building


Chegámos então a um dos mais altos edifícios da cidade. A impressionante torre com 367 metros de altura, de design futurista que alberga a sede do Bank of China, é um dos ícones arquitectónicos da cidade e não passa despercebida na skyline de Hong Kong. No total é composta por 72 andares, sendo possível subir gratuitamente ao deck de observação situado no quadragésimo terceiro piso.
Depois de fazermos um pequeno registo no hall de principal lá fomos nós... 



O dia ia-se aproximando do fim e para terminar a nossa visita, nada melhor que subir àquele que é muito provavelmente o local mais visitado da cidade.
O The Peak, com 552 metros, é a mais alta elevação natural de Hong Kong.
Para alcançar o topo a melhor solução é embarcar no Peak Tram que é uma espécie de funicular que efectua a íngreme ascensão em pouco mais de dez minutos.
A inclinação durante a subida é realmente impressionante e sugerimos que tente ir sentado porque quem faz a viagem de pé sofre realmente com a força da gravidade.




Lá do alto temos vistas espetaculares sobre todo o território, mas o destaque vai para a concentração de arranha céus que compõem a área financeira.
Dica: Existe um deck de observação (sky terrace 428) que só é acessível para quem esteja disposto a pagar mais 48 HKD. Este bilhete também pode ser comprado em conjunto com o The Peak Tram pela quantia de 83 HKD.


Com tínhamos a lição bem estudada e sabendo da existência de um outro terraço situado numa das varandas do centro comercial (situada por cima do café deco), optámos por desfrutar das vistas a partir deste local de acesso gratuito. 
Ficámos ali tranquilamente a admirar a paisagem. Deixámos o tempo correr enquanto via-mos o sol fugir sobre o mar e só nos fomos embora quando a cidade já se encontrava completamente iluminada.





Pode-se dizer que terminámos a nossa visita com Hong Kong aos nossos pés... 
No dia seguinte embarcámos em direção a Macau.


INFORMAÇÕES ÚTEIS:

.É NECESSÁRIO VISTO?
Por se tratar de uma região administrativa especial não é necessário aos cidadãos Portugueses e Brasileiros a obtenção de visto prévio para entrar no território.
À entrada é concedida uma autorização de permanência por um período de 90 dias, bastando para isso ser portador de um passaporte com uma validade mínima de seis meses.

.COMO SE DESLOCAR?
No que diz respeito aos transportes, a rede pública é altamente eficaz e desenvolvida, muito por culpa da elevada densidade populacional, e a verdade é que não foi preciso esperarmos muito tempo para comprovar toda essa organização.

-DO AEROPORTO PARA O CENTRO:
Depois de desembarcarmos, o nosso primeiro objectivo era chegar ao centro da cidade. As opções são variadas:
.A mais prática, e provavelmente a mais usada pelos turistas que querem ir do Aeroporto até Kowloon ou Hong Kong Island, é o Airport Express que custa entre 100 HKD no primeiro caso e 90 HKD no segundo. O trajecto dura aproximadamente trinta minutos a realizar.
.Como em qualquer aeroporto existe a opção do táxi que pessoalmente aconselhamos somente no caso de não haver outras alternativas. O custo deste serviço varia entre 250 HKD e 300 HKD mais 5 HKD por peça de bagagem.
.A terceira opção e aquela que escolhemos, não é tão rápida como as anteriores, mais é seguramente mais económica.
Ainda no terminal do aeroporto adquirimos o Octopus Card por um valor de 150 HKD (100 HKD de crédito e 50 HKD de caução). Este cartão é extremamente útil pois pode ser recarregado e usado não só nos transportes públicos mas também em muitas lojas e restaurantes de Hong Kong. No final o valor da caução e do credito não utilizado são totalmente reembolsados.
Na nossa opinião esta é uma mais valia para quem visita Hong Kong. 

Deixámos o aeroporto a bordo do bus S21 que nos levou até à estação de metro (MTR) de Tung Chung e daí seguimos para Tsim Sha Tsui que seria o nosso destino.
O metro é sem sombra de dúvidas o melhor exemplo da eficiência da rede de transportes públicos de Hong Kong. Este sistema chega a todo o lado e circula a uma cadência considerável (o tempo de espera não é superior a 3 ou 4 minutos).




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