sábado, 17 de outubro de 2015

VARSÓVIA - ROTEIRO COMPLETO PARA VISITAR A CAPITAL DA POLÓNIA

O que visitar em Varsóvia - Polónia

A capital da Polónia tem uma história repleta de momentos trágicos. Embora atualmente seja uma cidade lindíssima, envolta numa incrível energia positiva, a verdade é que o cenário nem sempre foi assim. 
Varsóvia foi durante anos massacrada por conflitos, sendo que o mais marcante de todos aconteceu entre 1939/44 durante a segunda guerra mundial, altura em que os bombardeamentos das tropas nazis destruíram mais de metade da cidade.
Nessa altura e logo após a ocupação alemã todos os judeus da capital foram obrigados a deslocarem-se para o chamado Gheto, uma área que foi propositadamente criada pelos nazis e que se encontrava separada da restante cidade por um muro de cerca de três metros de altura. 

DOIS DIAS EM VARSÓVIA
O QUE VISITAR:

.DIA 1

Gheto ocupava um espaço relativamente pequeno da cidade e onde de certa forma se encontrava aprisionada toda a população judaica de Varsóvia assim como todos aqueles que chegavam das cidades vizinhas. 
Para quem quer ter uma ideia do ambiente de terror que se viveu nessa época, aconselhamos que vejam o filme "O Pianista" que retrata de forma clara o pesadelo por que passou a população judaica de Varsóvia.
Atualmente poucos vestígios restam do que outrora foi o maior Gheto da Europa. Ainda assim e ao caminharem pela cidade irão certamente cruzar-se com com algumas marcas no chão que assinalam o local exato onde outrora se erguia o muro que delimitava o mundo judeu.



De referir que após a destruição quase total da cidade durante a Segunda Guerra Mundial, muitos edifícios foram erguidos e hoje recriam de forma quase perfeita grande parte do que existia no século XVII.
Esta zona está listada como património da UNESCO e encontra-se recheada de pontos de interesse. 


Embora Varsóvia se encontre dividida em vários distritos, a verdade é que em termos de turismo tudo se resume à Cidade Nova e Cidade Velha
Como já fizemos referência, a zona antiga ou Stare Miasto é todo aquele perímetro que foi reconstruido de forma meticulosa mantendo a traça original e onde se destacam bonitos edifícios coloridos que nos transportam para os tempos passados. 
O acesso a esta zona será muito provavelmente feito através do Barbacan que funcionava na altura como uma das entradas da fortaleza que cercava e protegia o povoado.
Atualmente ainda restam algumas secções da muralha, sendo mesmo possível subir e caminhar ao longo da mesma. 




Foi precisamente enquanto percorríamos um trecho da muralha que nos deparámos com a famosa estátua apelidada de Maly Powstaniec, um merecido tributo a todas as crianças que de forma inocente lutaram e morreram em 1944 durante a revolta de Varsóvia. 



Um dos locais a não perder é a Praça do Mercado/Rynek Starego Miastra preenchida com uma enorme quantidade de esplanadas, onde nos podemos sentar tranquilamente e enquanto se bebe uma cerveja local, desfrutar da excelente atmosfera que ali se vive.
Ainda neste magnífico espaço encontra-se o Museu da História de Varsóvia criado em 1936 e que à semelhança de grande parte desta zona também foi destruído durante os bombardeamentos da Segunda Guerra Mundial.



Não muito longe encontramos a Praça Kanonia que no centro tem um Sino de Bronze. Diz a lenda que quem der três voltas completas ao dito sino será bafejado pela sorte. 


Uma das coisas que reparámos, não só nesta passagem por Varsóvia mas também quando visitámos Cracóvia é que os Polacos são um povo extremamente religioso e essa devoção reflete-se nas muitas igrejas presentes em ambas as cidades.
Grandes, pequenas, mais ou menos ornamentadas, mas sempre com um enorme fluxo de fiéis. 
No interior da Cidade Velha vale a pena conhecer a Igreja de N.Senhora da Graça e a Basílica de S.João situadas uma ao lado da outra.



Para nos despedirmos da "Old Town" nada melhor que uma passagem pelo Castelo Real que é muito provavelmente a estrutura mais marcante desta zona. Este bonito complexo fica situado na Plac Zamkowy, uma ampla praça rodeada de bonitos edifícios e na qual se ergue a Coluna de Zygmund que homenageia o Rei Zygmund III, responsável pela transferência da capital do país de Cracóvia para Varsóvia



Logo ali ao lado fica a Igreja de Santa Ana que miraculosamente sobreviveu sem grades danos aos bombardeamentos da Segunda Guerra Mundial.
Segundo ficámos a saber é possível subir ao Campanário, mas infelizmente na altura em que a visitámos o acesso estava encerrado devido a trabalhos de restauro. 


O primeiro local que visitámos na chamada Cidade Nova foi a Praça da Cidade Nova onde se situa a Igreja de S. Casimiro.



Entramos agora no espaço que em tempos foi ocupado pelo Gheto, e a principal homenagem feita ao povo judeu é sem dúvida o Museu da História dos Judeus Polacos onde está exposta um pouco da história vivida pelos milhões de homens e mulheres durante o holocausto.


Mesmo em frente ao museu encontra-se o Memorial aos Heróis do Gheto e um pouco mais a norte cruzam-nos com outro memorial mais antigo e mais pequeno mas que já teve um enorme impacto na opinião pública mundial. Foi em frente deste local que o antigo Chanceler Alemão Willy Brandta se ajoelhou e pediu perdão aos judeus pelas atrocidades cometidas no passado. 


A passagem por esta zona da cidade só fica concluída com a visita a mais um memorial, igualmente marcante para as gentes judaicas e seus descendentes.
O Umschlagplatz é um monumento erguido no local exato de onde partiam os comboios sobre lotados de judeus em direção aos campos de extermínio.
Nas paredes laterais encontram-se gravados os nomes de 3000 vitimas que sucumbiram às câmaras de gás de Treblinka. 




Atravessamos agora o Parque Krasinski que é um dos muitos espaços verdes da cidade e onde se encontra o bonito Palácio Krasinski


Depois de um curto e calmo passeio deixamos o espaço e chegamos ao Monumento à Revolta de Varsóvia que é um dos mais importantes marcos históricos da capital e representa todos aqueles, que de forma desequilibrada, lutaram contra as tropas nazis que ocuparam a cidade durante uma série de anos. 




Regressamos à Plac Zamkowy onde havíamos estado horas antes e onde tem início o chamado Caminho Real que se estende por vários quilómetros, passando por um sem número de edifícios e locais com importância histórica.
Este trajeto conduz-nos até ao Palácio de Wilanów que haveremos de visitar amanhã.

A nossa visita leva-nos agora para sul, sempre pela Krakowskie Przedmiescie e não serão necessários mais de cinco minutos para chegarmos à Igreja Carmelita, datada do século XVIII e que por sorte sobreviveu aos bombardeamentos alemães. No seu exterior, do lado esquerdo encontra-se a Estátua do escritor Adam Mickiewicz e do lado direito ergue-se o Palácio Presidencial por onde já passaram muitos dos presidentes da república, incluindo o carismático Lech Walesa





Daqui damos um santinho até aos Jardins Saxon, o mais antigo espaço verde da capital. Vai com certeza saber bem um curto passeio por este parque que já existe desde o século XVIII e no qual depois de 1925 se situa o monumento do Soldado Desconhecido



Não se pode dizer que a Igreja de Santa Cruz seja de uma beleza extraordinária. O grande motivo de interesse fica no seu interior. No segundo pilar do lado esquerdo está inserida uma pequena urna que contém o coração do mais conhecido compositor polaco: Frédéric Chopin
Mesmo em frente da Igreja encontramos a Universidade de Varsóvia e um pouco mais a sul a Estátua de Nicolaus Copernicus, um astrónomo que ficou conhecido por ter sido o primeiro a afirmar que a terra não era o centro do universo e que esta girava em torno do sol.




Se ainda há pouco estivemos no local onde repousa um pedaço do corpo de Chopin, agora e para terminar o dia dentro da mesmo registo, nada melhor que uma visita ao Museu Frédéric Chopin, instalado no antigo Palácio Ostrogski e no do qual se encontra exposta uma vasta coleção de objetos e obras do compositor. 





.DIA 2

Iniciamos o segundo e último dia na capital polaca. Se na véspera ficámos a conhecer praticamente toda a parte Norte da cidade, hoje vamos explorar a área situada mais a Sul.
O ponto de partida será a Gare Ferroviária CentralnaEsta zona é ocupada por diversos arranha céus dos quais se destaca o Palácio da Cultura e das Ciências, construído nos anos 50 e que com os seus 231 metros é a mais alta estrutura do país. Este gigante de betão de estilo soviético é um dos ícones da cidade e também uma das obras que mais controvérsia gera entre as gentes locais. 
A visita impõe-se e como tal entramos, compramos o bilhete que nos dá acesso ao terraço panorâmico e através de um dos elevadores existentes chegamos em poucos segundos ao 30°andar de onde, caso esteja bom tempo, é possível ter uma vista espetacular de grande parte da cidade.






De regresso ao solo e depois de caminharmos meia dúzia de minutos, cruzamo-nos com mais algumas memórias do passado. Embora estejam destinados a desaparecer nos próximos anos, os prédios da Ulica Prózna são talvez o último testemunho do período negro vivido pela comunidade judaica que no passado habitou na cidade. 




A solução mais prática para chegar ao Palácio Wilanów é apanhar um autocarro. Desde a Gare Central basta seguir na carreira 519 ou 700 e em pouco mais de vinte minutos estamos ás portas de um bonito parque que no seu interior abriga o maior Palácio de Varsóvia. 
Por sorte todo esta área foi poupada aos bombardeamentos da segunda grande guerra e ainda bem, pois este lindíssimo palácio construído no século XVII é sem dúvida um dos locais mais incríveis que tivemos o privilégio de visitar nesta nossa viagem.










No regresso a Varsóvia e uma vez que fica em caminho, sugerimos que faça uma paragem em mais um magnífico espaço verde da capital.   
Será com certeza já ao início da tarde que chegará ao Parque Lezienski que é o maior jardim público da cidade e no qual vale a pena fazer uma caminhada. Ao longo do passeio irá certamente cruzar-se com bem tratados edifícios, estátuas, fontes e alguns lagos.

  • DOS LOCAIS QUE VISITÁMOS, DESTACAMOS:
  • Palácio da Água
  • Anfiteatro
  • Monumento a Chopin
  • Pavilhão Branco
  • Palácio Myslewicko



Concluída que está a visita ao Parque Lezienski, chega também ao fim a nossa passagem por Varsóvia. Durante estes dois dias ficámos a conhecer o melhor que a capital polaca tem para oferecer a quem a visita. 
Não trazíamos grandes expectativas e até chegámos com a ideia de que íamos encontrar algo artificial devido ao facto de a cidade ter sido praticamente toda reconstruida depois da segunda guerra mundial. Agora, 48 horas depois regressamos a casa rendidos a Varsóvia.



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2 comentários:

  1. Gostei muito da vossa reportagem, fiquei com ainda mais vontade de ir... Estou a pensar ir este ano em Outubro. será que está muito frio?

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    1. Por acaso nós fomos no inverno. Estava frio, mas um frio perfeitamente suportável. Umas roupas quentinhas e não terá problemas. A cidade é muito bonita...vai certamente gostar.

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