quarta-feira, 28 de outubro de 2015

O QUE VISITAR EM DUBROVNIK - GUIA PRÁTICO


Seis dias depois de termos deixado Zagreb atingimos a nossa meta. A cidade de Dubrovnik fica situada no extremo sul do país, já perto da fronteira com o Montenegro e é de todos os locais da Croácia aquele que mais turistas recebe. 
Dubrovnik é atualmente o maior e mais famoso destino turístico do país o que faz com que nesta lindíssima cidade os preços praticados sejam descaradamente mais elevados do que aqueles que nos habituámos a pagar nos últimos dias. 

Depois de alguma dificuldade encontrámos o hotel que havíamos reservado para a nossa estadia, deixámos as mochilas no quarto e como a partir de hoje já não iríamos precisar mais do carro fomos directamente ao escritório da Avantcar para entregar o nosso companheiro de viagem.

Foi já para lá das seis da tarde que chegámos ao centro histórico e o pouco que nos restava deste dia foi aproveitado para passear calmamente pela área mais carismática da cidade.
Nessa noite, jantámos, demos mais uma curta caminhada e regressámos ao hotel com a ideia de que voltaríamos bem cedo na manhã seguinte de forma a podermos, com um pouco mais de calma e menos movimentação, explorar cada canto daquela que para muitos é a bonita cidade da Croácia.

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Tal como planeado, acordámos cedo e pouco depois das sete da manhã já davamos os primeiros passos para lá pela Pile Gate que segundo percebemos é o principal ponto de acesso ao interior das muralhas que cercam a Cidade Velha.  

Assim que entrámos deparamos-nos imediatamente com a Stradum que é a rua principal e a única que atravessa a Old Town de uma ponta a outra e ao longo da qual iríamos passar por diversas vezes durante a vossa estadia. Logo ali ao lado fica o Fontanário de Onofrio que ainda se mantém em funcionamento e de onde podemos beber água sem qualquer problema.
Ainda nesta zona existe um acesso ao topo da Muralha que poderá ser percorrida a pé. Na nossa opinião vale a pena fazer este passeio depois de explorar toda a área que se situa no interior da antiga fortaleza. 
Logo nos primeiros metros, praticamente em frente do fontanário, fica a Igreja de S.Sauveur e ao lado o Mosteiro Franciscano que no seu interior acolhe um Museu.


Caminhámos pela Stradum e chegámos ao extremo oposto onde se ergue a Torre do Relógio que é a mais alta estrutura da cidade. Ao lado fica o Palácio Sponza assim como a Igreja de S.Blaise que por sua vez se situa a dois passos da  Coluna de Rolando que segundo as tradições medievais se destaca por ser um elemento presente em muitas das cidades do país. Todos estes pontos se situam numa pequena praça. 


Neste local virámos à direita e num esfregar de olhos já temos diante nós um elegante edifício colunado que em tempos acolheu o Palácio do Reitor e uns metros mais à frente a Catedral da Assunção, originalmente construída entre os séculos XIII e XIV. A estrutura que hoje vemos é uma réplica da original que foi destruída depois do terramoto que sacudiu Dubrovnik em 1667. 




A partir daqui optámos por guardar o mapa e embrenhámo-nos pelas ruas e ruelas da parte sul. A experiência acaba por ser espetacular uma vez que bastou afastarmo-nos um pouco da zona mais central para ficarmos com a sensação de que de súbito havíamos entrado num mundo distinto. Ruas praticamente desertas onde só de longe a longe nos fomos cruzando com habitantes locais que insistem em viver o seu quotidiano completamente abstraídos do rebuliço e confusão presentes nas principais vias. Destacamos a extrema simpatia das pessoas as quais pedimos para encherem a nossas garrafas de água e que acederam ao nosso pedido sempre com um sorriso.

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Andámos sem qualquer tipo de objetivo pré-traçado, subimos e descemos escadas, ora mais perto da muralha ora por ruas mais interiores, parando quase ocasionalmente para tirar fotos.
Foi já perto da hora de almoço que chegámos à Pile Gate onde havíamos iniciado a visita e que agora já se encontrava preenchida de pessoas.


Começávamos a explorar a zona norte e como já havíamos feito ao início da manhã, também agora andámos um pouco sem rumo. Aproveitámos a proximidade e resolvemos dar um santinho até à Torre de Minceta de onde se consegue ter uma vista desafogada de toda a cidade. Lá em baixo centenas de casas com os seus telhados de cor alaranjada, grande parte delas reconstruídas depois dos bombardeamentos que tiverem lugar aqui e em toda a ex Jugoslávia no início dos anos 90. 
De referir que esta torre é só um dos muitos locais que serviram de inspiração e até de cenário a diversos dos episódios da série "Game of Thrones".



Fomos avançando par a par com a muralha até que nos cruzámos com mais um dos portais da cidade velha. Para falar verdade não sei qual o nome desta "gate" que se situa no extremo norte, mas vale a pena transpor-la só para ter a noção da imponência da muralha que circunda a cidade e em tempos protegeu as pessoas que nela habitavam.



Outra das antigas entradas é a Ploce Gate que dá acesso ao Forte Revelin que no passado funcionou como primeiro ponto de defesa contra os ataques inimigos. 


Numa altura em que a barriga já reclamava algum aconchego, resolvemos que estava na hora de encontrar um local nos poderemos sentar calmamente. Com os pés quase a tocar as águas do Mar Adriático comemos as sanduíches que trazíamos nas mochilas, e com a Marina a servir de cenário desfrutamos durante mais de uma hora daquela espécie de esplanada improvisada.



Depois de olharmos com a devida atenção para o mapa percebemos que nas nossas andanças de hoje já tínhamos percorrido uma boa parte da cidade, faltando-nos somente explorar algumas zonas situadas no exterior da muralha. 
Voltámos a caminhar ao longo da rua principal, saímos pela Pile Gate e chegámos à Praça Brsalje que àquela hora funcionava como ponto de encontro dos grupos de turistas que regressam das day trip's assim como para os locais que aqui apanham os autocarros de regresso a casa depois de um dia de trabalho.
É também neste local que se situa o ponto de informação turística.

Bastou caminharmos alguns metros em direção ao mar para chegarmos a uma lindíssima baía de onde podemos ver a Torre Bokar assim como o Forte de Lovrjenac que tal como aquele que tínhamos visto no extremo posto (Forte Revelin) também este serviu como primeiro ponto de defesa para os ataques inimigos. 



Descemos primeiro até ao nível do mar para depois subirmos por uma escadaria de pedra até à entrada do forte, de onde (com uma vista privilegiada) tivemos a oportunidade de nos despedir da Croácia.
Aos poucos o sol ia-se aproximando da linha do horizonte e com o chegar da noite chegava também ao final a nossa viagem pela Croácia.


Dubrovnik é sem dúvida um dos mais bonitos locais da Croácia, mas como já referi a grande quantidade de pessoas que entopem diariamente a cidade (principalmente nos meses de verão) faz com que perca um pouco do seu encanto.
Ainda assim, será que vale a pena visitar? Claro que sim!
Esta que é considerada uma das pérolas do Adriatico entrou directamente para a nossa lista de locais a re-visitar no futuro, mas certamente fora da época alta.



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