terça-feira, 17 de janeiro de 2017

.UXMAL-UM SEGREDO (AINDA) BEM GUARDADO


Uxmal seria a primeira paragem do dia.
Deixámos Mérida ainda o sol não tinha nascido e percorremos as ruas iluminadas e agora desertas da mesma cidade que ontem se encontrava cheia de vida.Na periferia fizemos uma curta pausa numa bomba de gasolina para atestar o depósito do nosso carro,aproveitando também para beber um café e comprar alguns mantimentos.Uma embalagem de pão de forma,queijo,iogurtes e um cacho de bananas servirão para nos manter alimentados até á hora de jantar.
A humidade já se faz sentir e aquela hora da manhã o calor obriga-nos a seguir viagem com os vidros abertos.Sabe-nos bem aquela brisa matinal.
É para sul que queremos ir.Como não temos GPS,limitado-nos a seguir as indicações e apontamentos que fizemos no mapa que conseguimos ainda no aeroporto,aquando da nossa chegada a Cancun.
As placas de sinalização ajudam-nos facilmente a sair da cidade e as ótimas estradas que se estende por retas intermináveis fazem com que avancemos a bom ritmo.Não tarda estamos a chegar.

Uma hora,foi o tempo que precisámos para percorrer os oitenta quilómetros que separam a cidade onde dormimos e a zona arqueológica de Uxmal.
À entrada uma cancela faz-nos parar.Tal com em Chichen Itza temos de pagar para utilizar o parque de estacionamento.
30 MXN é o preço exigido.Pagamos e procuramos uma sombra onde possamos tomar o pequeno almoço enquanto aguardamos que as ruínas abram portas.
Aqui o movimento é bastante reduzido.Só dois ou três carros e uma van carregada com turistas chineses chegam entretanto.Alguns trabalhadores aparecem nas suas motas que quebram aquele silêncio bom de se ouvir.



Oito horas e as bilheteiras abrem portas.O processo é rápido apesar de termos de comprar dois ingressos,em dois guichets diferentes.O preço total é 218 MXN.

Rapidamente percebemos o quanto especial é este local.A calma que se faz sentir faz toda a diferença.Não precisamos de pressas,andamos ao nosso ritmo como se fossemos os primeiros exploradores a chegar aquele mundo perdido.
Está calor,cada vez mais.Ainda bem que trouxemos uma garrafa de água.
Um após outro vamos desbravando aqueles edifícios monumentais,tentando que nada nos escape.Chichén Itzá tem a fama mas Uxmal tem o proveito,o carisma,a beleza...tem tudo e mais alguma coisa,menos os milhares de turistas que invadem diariamente as famosas ruínas da Riviera Maia.








Palácios,piramides,templos e sabe-se lá mais o quê aparecem no nosso caminho e preenchem aquela paisagem luxuriante captando a nossa atenção a cada passo que damos.
É impossível não imaginar como seria este local quando o povo Maia aqui habitava.Quem terá em tempos subido aqueles degraus ou andado pelos mesmos caminhos que hoje percorremos armados em Indiana Jones?









Sentamo-nos no topo de uma das pirâmides a contemplar tamanha grandiosidade e em jeito de desabafo,solto o que sinto naquele momento!
"-que local fantástico...memorável."
Memorável é essa a palavra que melhor define a nossa passagem por Uxmal.


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