O dia já vai longo e a cidade de Valladolid surge como um saboroso alcançar da meta traçada para a nossa etapa de hoje. Com alojamento previamente reservado através dirigimo-nos para a morada indicada e sem dificuldade encontramos o local onde iremos pernoitar. A Greisy recebe-nos de forma calorosa. Ficaremos num dos quartos da casa dos seus pais que, apesar de simples, mostra ter a comodidades necessárias para que a nossa curta estadia seja satisfatória Além disso ainda temos direito a estacionamento gratuito.
Sem tempo a perder saímos à rua de forma a tentar conhecer um pouco desta cidade que mais parece uma paleta de cores. Um autêntico arco iris de tons pastel que cobre praticamente todo o centro histórico, zona que de forma justa é classificada pela UNESCO como património mundial da Humanidade.
Optamos por seguir por ruas secundárias onde a confusão é menor. Caminhamos por entre antigos edifícios coloniais, onde hoje existem pequenos palacetes e casa particulares que nos contam estórias de um passado glorioso. Valladolid tem um encanto especial, mas é visivelmente mais movimentada e turística que Izamal. Hotéis, restaurantes e casas de souvenir's em número exagerado preenchem grande parte da zona central. Parece que a cada porta que passamos, existe algo pensado para satisfazer e aliviar a carteira dos turistas que aqui chegam diariamente.
Na praça central, no típico zocalo, a vida fervilha. O trânsito é intenso e sob o olhar da grande Catedral de San Gervasio, homens e mulheres montam os seus negócios de circunstância com o objetivo de tentar ganhar mais uns cobres neste final de dia. Mariachis tocam músicas alegres enquanto se passeiam por entre as bancas de comida, gelados, doces típicos e artesanato que pouco a pouco vão atraindo os primeiros de clientes.
Seguimos pela Calzada de los Frailes repleta de bonitas fachadas coloridas. Aqui quase não passam carros. Por agora cruzamo-nos só com pessoas locais que muito provavelmente regressam a casa depois de um dia de trabalho.
Nas calmas chegamos ao sitio pretendido e o imponente convento de San Bernardino de Siena dá-nos as boas vindas.
Inesperadamente levanta-se uma brisa agradável que faz oscilar os ramos das árvores e solta folhas e flores encarnadas que se espalham por toda aquela grande praça e se misturam com algumas crianças que ali brincam.
O caminho de regresso ao centro é feito já com as ruas iluminadas.
A certa altura, uma porta aberta chama a nossa atenção. À entrada uma placa revela o que ali existe: Fábrica de Chocolate Maya.
Curiosos aproximamo-nos para tentar perceber do que realmente se trata. De lá de dentro sai uma menina simpática que nos convida para entrar.
Acedemos sem pestanejar.
O espaço é pequeno mas extremamente esclarecedor. As explicações sobre a origem do deste produto tão famoso nos dias de hoje são dadas de forma clara e com orgulho é nos revelado que o povo Maia foi o primeiro a produzir e a utilizar as sementes de cacau para fazer uma espécie de bebida energética a que deram o nome de xocolati.
No final da visita que é rápida, tivemos a oportunidade de degustar vários tipos de chocolate feito de forma tradicional e ao qual foram adicionados alguns ingredientes improváveis: pimenta, sal, gengibre, café ou até lavanda...
Ainda não são sete da noite e a escuridão já tomou conta da cidade. Regressamos à zona mais central onde agora sim está montado um autêntico arraial. Turistas, habitantes locais, novos e velhos, passeiam calmamente pelo jardim e zonas adjacentes. Há alegria especial no ar, ar esse que se encontra bastante mais fresco do que nas noites anteriores. Não está frio mas também não está calor.
Apetece-nos fazer uma pausa. O bar/restaurante Las Campanas situado num dos edifícios coloniais que rodeiam o zocalo, surge como uma ótima opção.
O espaço está cheio e o ambiente é convida à alegria. Arranjamos uma mesa, sentamo-nos e pedimos uma margarita e uma cerveja sol que bebemos em jeito de comemoração. Têm sido dias incríveis e este nosso regresso ao México merece ser assinalado com mais um momento de cumplicidade.
À nossa, à vossa, à vida, à felicidade e ás viagens.
Cheers!
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