quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

.VALLADOLID-MÉXICO


O dia já vai longo e a cidade de Valladolid surge como um saboroso alcançar da meta nesta nossa etapa que começou pouco antes das cinco da manhã.O objectivo de hoje está cumprido.
Com alojamento previamente reservado através do Air B&B,dirigimo-nos para a morada indicada e sem dificuldade encontramos o local onde passaremos a noite.
A Greisy recebe-nos de forma calorosa.Ficaremos num dos quartos da casa dos seus pais  que na realidade é simples mas com todas a comodidades que precisamos para as poucas horas que aqui vamos passar.Além disso "oferece" estacionamento gratuito.



Sem tempo a perder,saímos à rua de forma a tentar conhecer um pouco desta cidade que mais parece uma paleta de cores.Um autêntico arco iris de tons pastel que se estende a praticamente todo o centro histórico.
Toda esta zona é justamente classificada pela UNESCO como património mundial da Humanidade.









Optamos por seguir por ruas secundárias,onde a confusão é menor.Caminhamos por entre antigos edifícios coloniais,onde hoje existem pequenos palacetes e casa particulares que nos contam estórias de um passado glorioso.Valladolid tem um encanto especial,mas é visivelmente mais movimentada e turística que Izamal.Hotéis,restaurantes e casas de souvenir's em número exagerado preenchem grande parte da zona central.Parece que a cada porta que passamos,existe algo pensado para satisfazer e aliviar a carteira dos turistas que aqui chegam diariamente.
Na praça central,o tipico zocalo,a vida fervilha.O trânsito é intenso e sob o olhar da grande Catedral de San Gervasio,homens e mulheres montam os seus negócios de circunstância,com o objectivo de tentar ganhar mais uns cobres neste final de dia.Mariachis tocam músicas alegres enquanto se passeiam por entre as bancas de comida,gelados,doces tipicos e artesanato que pouco a pouco vão atraindo os primeiros de clientes.






O sol vai desaparecendo no horizonte,mas ainda temos tempo de dar um "saltinho" a uma área da cidade conhecida por Sisal.Não é longe.Pelo menos assim diz o mapa que utilizamos para nos orientar.Seguimos pela Calzada de los Frailes que está tranquila.Aqui quase não passam carros.Só pessoas que provavelmente também se dirigem para o mesmo local que nós.
As fachadas coloridas acompanham-nos ao longo do caminho.
Nas calmas chegamos e o imponente convento de San Bernardino de Siena dá-nos as boas vindas.Com muita pena nossa já não podemos entrar.
Vai-se levantando uma brisa agradável que faz oscilar os ramos das árvores e solta folhas e flores encarnadas que se espalham por toda aquela grande praça onde algumas crianças brincam umas com as outras.






O caminho de regresso até ao centro é feito já com as ruas iluminadas.
A certa altura,uma porta aberta chama a nossa atenção.À entrada uma placa revela o que lá dentro existe:Fabrica de Chocolate Maya.
Curiosos aproximamo-nos para tentar perceber do que realmente se trata.De lá de dentro sai uma menina simpática que nos convida para entrar.
Acedemos sem pestanejar.
O espaço é pequeno mas extremamente esclarecedor.As explicações sobre a origem do deste produto tão famoso nos dias de hoje são dadas de forma clara.Com um orgulho evidente é nos revelado que o povo Maia foi o primeiro a produzir e a utilizar as sementes de cacau para fazer uma espécie de bebida energética a que deram o nome de xocolati
No final da visita que é rápida,tivemos a oportunidade de degustar vários tipos de chocolate feito de forma tradicional e ao qual são adicionados alguns ingredientes improváveis:pimenta,sal,gengibre,café,lavanda...



Ainda não são sete da noite e a escuridão já tomou conta do céu onde em conjunto com a lua brilham também milhões de estrelas.Regressamos ao centro onde agora sim está montado o arraial.Turistas,locais,novos e velhos passeiam calmamente pelo jardim e zonas adjacentes.Há alegria no ar,ar esse que se encontra bastante mais fresco do que nas noites anteriores.Não está frio mas também não está calor.





Apetece-nos fazer uma pausa.O bar/restaurante Las Campanas situado num dos edifícios coloniais que rodeiam o zocalo,surge como uma ótima opção.
O espaço está cheio e o ambiente é porreiro.Arranjamos uma mesa,sentamo-nos e pedimos uma margarita e uma cerveja sol que bebemos em jeito de comemoração.Têm sido dias incríveis e este nosso regresso ao México merece ser assinalado com mais um momento de cumplicidade.
À nossa,à vossa,à vida,à felicidade e ás viagens.
Cheers!



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