segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

IZAMAL-UMA CIDADE VESTIDA DE AMARELO


Izamal despertou de imediato a minha atenção e era imperativo incluir no nosso roteiro esta pequena cidade situada nos arredores de Mérida.
As imagens e os comentários que havia visto e lido na internet aquando da preparação desta viagem tinham-me aberto o apetite.A ideia de caminhar e percorre ruas e vielas de uma cidade vestida de amarelo deixa-me entusiasmado.



Agora que aqui estou percebo que foi a decisão mais acertada.
Izamal merece ser visitada,sentida,saboreada e fotografada.Este é um dos locais mais pitorescos que já visitei e apesar de ser diariamente invadida por turistas,a verdade é que  tem conseguido manter o equilíbrio entre o turismo e os usos e costumes dos habitantes locais.Esta é alma de um povo que não se deixa levar pela tentação do dinheiro fácil...e ainda bem que assim é.
Aqui não vemos os exageros e extravagâncias que testemunhámos na véspera em Valladolid.
Obviamente que existem excessões,mas essas saltam logo à vista.
Estacionadas em pontos estratégicos,carroças enfeitadas de forma pirosa,onde os cavalos trajados a rigor mais parecem um grupo de madames aperaltadas para o chá das cinco.
Pobres animais!Como se não bastasse terem de andar com os turistas mais preguiçosos ás costas ainda são obrigados a passar pela maior vergonha das suas vidas.




A praça central que por aqui é apelidada de Zócalo é o coração deste aglomerado colonial e onde praticamente tudo acontece.Os edifícios restaurados e bem cuidados fazem-nos viajar para tempos passados.
Aqui e ali velhos sentados ao sol vêm o tempo passar,completamente indiferentes aos grupos de turistas que por eles passam.Mais à frente um homem prepara a sua banca ambulante na esperança de que hoje o dia lhe corra bem.
Alguns restaurantes,cafés e lojas de lembranças ocupam antigas casa coloniais situadas  sob as arcadas que rodeiam o espaço.




A um canto da praça,uma esplanada com chapéus coloridos chama a nossa atenção.Está cheia de pessoas que de forma relaxada desfrutam do primeiro dia do ano para saír em familia.Aproximamo-nos.Lá dentro numa pequena divisão de paredes escuras,uma senhora prepara algumas comidas típicas que espalham no ar um cheiro agradável e que me lembra que já está na hora de comer algo.
As mesas estão todas ocupadas,mas um casal que se prepara para abandonar o local faz-nos sinal e recebem-nos com um feliz año nuevo.Agradecemos a simpatia e juntamo-nos a eles por alguns momentos.
As quatro empanadas que pedimos à senhora da cozinha chegam pouco depois.Estão deliciosas.

Do ponto onde nos encontramos temos uma vista privilegiada sobre a praça e o vai e vem é constante,muito por culpa do Convento de San António de Padua que fica mesmo ali do outro lado da rua e onde tencionamos ir de seguida.
Em conjunto com alguns turistas estrangeiros e mexicanos subimos os degraus que nos conduzem a um bonito portal que dá acesso a uma espécie de pátio rodeado de arcadas.Ao fundo ergue-se a fachada principal deste convento fundado por frades franciscanos espanhóis e que já aqui se encontra desde 1562.
Não entramos pois o espaço encontra-se encerrado.Parece que estão a fazer trabalhos de restauro.Talvez por isso,a presença de visitantes é menor do que esperava.
Mesmo assim e visto só de fora,este é um local encantador,cheio de história onde o tempo parece ter parado algures no século XVI quando os colonos espanhóis dominavam e imponham as suas regras.





Regressamos à praça central onde numa mercearia que já viu melhores dias,compramos uns refrigerantes que bebemos já em jeito de despedida.Está na altura de seguir viagem.
Mérida é a próxima paragem.

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