terça-feira, 11 de julho de 2017

BURACAS DO CASMILO - UM CAPRICHO DA NATUREZA NA SERRA DO SICÓ

Visitar as Buracas do Casmilo, O que visitar em Portugal

A pequena aldeia do Casmilo vai ficando para trás e o carro avança agora por uma estrada de terra batida que à nossa passagem levanta uma enorme nuvem de poeira que de forma teimosa nos segue durante os poucos quilómetros que nos separam do nosso objectivo.
Seguimos os dois na companhia da simpática Beatriz que após a nossa chegada ás Casas do Adro se ofereceu prontamente para nos fazer uma visita guiada ao Vale do Sicó, a área onde se situam as famosas Buracas.
A paisagem vai-se alterando. Os campos agricultas desaparecem, dando agora lugar a escarpas rochosas que se elevam de ambos os lados, parecendo comprimir a estrada de terra que percorremos.
Uma após outra as buracas aparecem no nosso campo de visão e assim à primeira vista conseguimos distinguir uns quatro ou cinco enormes buracos cravados nas encostas que em tempos estiveram ligadas entre si.

Estacionamos o carro à sombra e enquanto aguardamos que lá fora a poeira assente, a nossa anfitriã fala-nos da região e do quanto gostaria que todas estas belezas naturais fossem mais divulgadas de forma a trazer mais visitantes, evitando desta forma a desertificação das poucas aldeias que ainda assim vão resistindo.


Além de dois rapazes que de forma descontraída escalam algumas das vertentes calcárias existentes somos sem surpresa, os únicos a visitar este local incrível, onde as cigarras recitam uma estridente sinfonia que percorre uma boa parte do vale.
Com cuidado e utilizando o pequeno trilho que serpenteia por entre a vegetação rasteira, galgamos a encosta até à grandiosa abertura onde chegamos sem dificuldade.

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No interior daquela espécie de gruta pouco profunda jazem vários troncos de madeira queimados que provavelmente foram usados para atear uma fogueira.
A luz do sol entra com vergonha naquele espaço de paredes irregulares que funciona como uma varanda de pedra que nos permite ter uma vista espantosa de grande parte do vale.



Uma após outra vamos subindo e descendo encostas e percorrendo cada um daqueles verdadeiros caprichos da natureza espalhados ao longo de uma extensão de mais ou menos trezentos metros.



O tempo passa e sem nos darmos conta aquele agradável passeio acaba por se prolongar até perto da hora de jantar, altura em que o sol já se esconde para lá dos limites do vale.


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