quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

.PARATY - UMA VIAGEM AO BRASIL DE OUTROS TEMPOS


À primeira vista dá ideia que Paraty parou no tempo. É um local onde o centro histórico parece ter sido tirado de uma daquelas telenovelas brasileiras que na nossa infância assistimos na televisão.
Paraty é uma pequena cidade encaixada entre a serra e o mar com ruas estreitas, todas elas pavimentadas de forma grosseira que por aqui são apelidadas de "calçada pé de moleque". Os casarões coloniais bem preservados, na sua maioria pintados de branco e com os seus típicos pormenores coloridos que enchem de charme este pequeno pedaço de paraíso que a UNESCO não teve dúvidas em proteger.


Desde o momento que começámos a organizar esta viagem ao Brasil, não hesitámos em colocar Paraty no nosso roteiro.
Praia, montanha, cachoeiras e história. As escolhas são muita e nos dois dias que reservámos para a cidade, afigurava-se difícil conseguir encaixar um pouco de cada uma das coisas.

Como na véspera chegámos para lá das dez da noite, hoje decidimos acordámos cedo pois estávamos desejosos de começar a explorar a cidade e de uma vez por todas tirar a limpo se aquelas coisas maravilhosas que havíamos lido eram realmente verdade.
Depois de já nos termos perdido de amor pelo Rio de Janeiro não foram precisos muitos argumentos para arranjarmos outra paixão.














Após termos passado as primeiras horas da manhã num intenso vai e vem pelas ruas da cidade, resolvemos agora ir até até ao Forte Defensor Perpétuo.
Esta antiga fortaleza datada de 1703 encontra-se no alto do Morro da Vila Velha e durante um largo período foi um dos principais pontos de defesa da cidade. 
Com o declínio económico de Paraty o forte foi sendo esquecido, acabando mesmo por entrar num estado de ruína elevado e atualmente já pouco resta da construção original.
Neste local além de algumas secções da muralha e meia dúzia de canhões existe igualmente um pequeno Museu que vale a pena visitar.


O melhor da visita ao forte, não é o "monumento" propriamente dito mas sim uma bonita e sossegada praia que se situa alguns metros mais abaixo e na qual nos refrescámos durante um par de horas.



Logo depois de almoço dirigimo-nos para o terminal rodoviário onde apanhámos um bus que nos levaria até à Cachoeira do Tobogã
Para chegar a este fantástico local basta apanhar o bus que vai para Penha e sair na paragem que se situa em frente da Igreja da Penha.


Daí até à cachoeira são menos de cinco minutos de marcha. 
À medida que nos aproximávamos, o som da água era cada vez mais intenso e assim que tivemos o primeiro vislumbre, percebemos o porquê de tanta gente nos ter falado deste incrível local literalmente escondido no meio de uma espessa floresta.
Durante varias dezenas de metros a água do rio escorre sobre uma rocha gigantesca, e na qual os visitantes vão escorregando sentados, deitados ou até em pé.




À medida que avançamos pelo estreito caminho de terra vamo-nos cruzando com várias pequenas piscinas naturais onde é igualmente possível tomar banho. No ponto mais alto do trilho encontra-se uma Ponte Suspensa que atravessa as águas revoltas do rio e que dá acesso ao único restaurante existente nesta área. 





Ao final da tarde regressámos a Paraty.
Nessa noite depois de um ótimo jantar numa pizzeria não muito longe do nosso hotel, ainda regressámos ao centro histórico onde mais uma vez nos deliciámos com a beleza da cidade, agora totalmente iluminada. Charme é a palavra que melhor define este autêntico cartão postal que nos transporta para um Brasil que já não existe. 





Paraty superou todas as expectativas, não temos duvidas em afirmar que vale a pena fazer o trajeto de quase cinco horas desde o Rio de Janeiro.
Apesar de ser um local bastante procurado por turistas, ainda é suficientemente calmo para se passar um par de dias longe da confusão da grande cidade.

Amanhã o objetivo é ir conhecer as praia situadas na área de Trindade.

OUTRAS CRÓNICAS SOBRE O BRASIL:

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