terça-feira, 5 de abril de 2016

.BOHOL-A ILHA COM MONTANHAS DE CHOCOLATE-FILIPINAS


Bohol é uma das mais de sete mil ilhas que compõem as Filipinas e ao contrário do que acontece em Bocaray ou el Nido,este não é o típico destino turístico de praia.É verdade que a praia existe,nós fomos até lá,mas uma vez que ao longo desta viagem iríamos conhecer outras,achámos que não valia a pena gastar muito tempo para ir a banhos neste local.Uma tarde foi suficiente.
A nossa escolha recaiu sobre a Alona Beach que segundo parece é a mais bonita.Fica situada em Panglao.






Convém acrescentar que durante os dois dias que ficámos nesta ilha,optámos por alugar uma mota e foi desta forma que nos locomovemos.
No segundo dia acordámos bem cedo,fizemo-nos á estrada pois seria uma longa jornada.Hoje tínhamos como objectivo conhecer alguns dos mais marcantes locais de Bohol e segundo os nossos cálculos seriam mais de cem quilómetros pelas estradas da ilha.




Durante a nossa estadia ficámos alojados perto do aeroporto de Tagbilaran,no pequeno mas simpático hotel Staylite Park Bed and Breakfast,local onde também alugámos a mota.
Abastecemos com 150 pesos (+/- 3 euros) e assim que nos afastámos do centro entrámos num mundo à parte.As buzinas e o trânsito caótico tão típico do Sudeste Asiático deram lugar a estradas praticamente desertas,rodeadas de vegetação.Aqui e ali cruzamo-nos com extensos campos de arroz de um verde tão vivo que em contraste com o azul do céu se transformavam em paisagens de uma beleza impar.É-nos impossível não parar por diversas vezes para registar em foto aqueles cenários.






Aos poucos o sol vai subindo e o calor já maltrata a nossa pele.Aproveitámos a passagem pela pequena aldeia de Corella,para beber um café,demos uma volta pela praça principal e "besuntamos" os braços,cara e pernas com protector solar.Por aqui o sol não perdoa e ainda tínhamos duas semanas pela frente.




Seguimos por mais alguns quilómetros e depois de avistar um grande painel que assinala a chegada ao Philippine Tarsier Sanctuary,virámos à esquerda.Avançámos mais ou menos cinco minutos por uma estrada de terra batida até que chegámos àquela que seria a primeira paragem "oficial" do dia.




Estacionámos a mota,comprámos os ingressos (60 pesos) e lá fomos nós conhecer o Tarsier,um dos símbolos da ilha e do país.Existem poucos locais no mundo onde podemos encontrar estes pequenos primatas de olhos grandes que parecem estar constantemente a sorrir.
Para quem não sabe,este animal de olhar simpático é descendente dos macacos e o único primata carnívoro existente.

Antes do inicio da visita foi-nos transmitido que não era garantido que os conseguíssemos avistar.A verdade é que ás primeiras horas da manhã existem mais probabilidades,uma vez que eles caçam durante a noite.De dia e devido ao calor intenso,eles refugiam-se nas sombras existentes passando grande parte do tempo a dormir. 

Depois de entrar,o silêncio é palavra de ordem e os visitantes ficam confinados a uma área relativamente pequena onde sob o olhar de guias percorrem os caminhos existentes.
Normalmente esses guias funcionam como guardas que protegem e ajudam a vislumbrar estes pequenos animais que muitas vezes se encontram "camuflados" por entre a vegetação.
Dos oito Tarsiers residentes no santuário tivemos oportunidade de avistar quatro.Não sei se foi sorte ou manipulação.Ficámos com a ideia de que alguns dos animais são todas as manhãs colocados em pontos estratégicos,para que os visitantes os possam ver.




A visita não demorou mais de uma hora.Estava agora na altura de regressar à estrada.
Continuámos pelo mesmo caminho,talvez por mais uns quarenta minutos.Fomos parando aqui e ali para as inevitáveis fotos.
Foi já perto das onze horas que chegámos a Loboc.Aqui tínhamos como objectivo fazer um passeio de barco ao longo do rio que atravessa este pequeno vilarejo e se estende floresta adentro.Segundo havíamos lido,este mini cruzeiro que dura pouco pais de uma hora,seria uma experiência bastante agradável. 
Estacionamos a "nossa" mota não muito longe da margem do rio e de onde já conseguiamos avistar os barcos.Dirigimo-nos à bilheteira e compramos dois bilhetes por 400 pesos por pessoa.Neste valor,além do passeio está igualmente incluido o almoço que é servido a bordo cerca de meia hora antes do barco zarpar.








Iniciávamos agora a etapa mais longa do nosso dia.De Loboc seguimos por cerca de trinta e cinco quilómetros até Carmen,uma pequena cidade situada ás portas das Chocolate Hills.



Esta zona é uma das mais famosas da ilha devido a sua geologia fora do comum.Numa extensão de muitos quilómetros quadrados erguem-se mais de 1200 pequenas colinas de forma arredondada.Na nossa mota serpenteamos por entre as elevações e a certa altura virámos à direita na direção do chamado View Point situado precisamente no topo de uma das colinas.






A visão lá do alto é deslumbrante.Montes e mais montes a perder de vista.Na altura em que lá estivemos,e por nos encontrar-mos na estação húmida toda a paisagem se encontrava coberta de um manto verde.Durante os meses de verão a natureza faz jús ao seu enorme poder artístico e pinta de tons acastanhados tudo o que hoje temos ao nosso redor.É daí que vem o nome Chocolate Hills. 





Já passava das três da tarde quando iniciamos o caminho de regresso a Tagbilaran e impunha-se escolher qual o trajecto a efectuar.Ou fazíamos a estrada que nos trouxera até aqui,mas desta vez no sentido contrário,ou fazíamos um pequeno desvio na direção de Batuan que nos levaria por estradas secundárias de qualidade duvidosa.
Optámos pela segunda opção,sabendo por um lado que corríamos o risco de atrasar a nossa viagem,mas por outro iríamos conhecer uma parte da ilha onde poucos turistas têm o privilégio de estar.




Foram praí uns vinte quilómetros por caminhos de terra batida,cheios de buracos.Em condições normais levaríamos no máximo meia hora a fazer esta parte do trajecto,mas a verdade é que quando chegámos á estrada principal (nos arredores de Balilihan) tinha passado mais de uma hora.As paragens que fizemos pelo caminho para tirar fotos também contribuíram para o atraso.








Antes de chegarmos a Tagbilaran ainda fizemos uma pausa em Cortes para lanchar.Eram talvez uma seis horas quando regressamos ao hotel.
Foi um dia espetacular.
Alugar uma scooter foi sem dúvida a melhor decisão que tomámos,pois permitiu-nos andar sempre ao nosso ritmo,parando onde queríamos e quando queríamos.
Para quem não se sentir tão à vontade para realizar a viagem desta maneira,existe sempre a opção mais cómoda oferecida pelas muitas agências de viagens locais que vos levarão a visitar os mesmos sítios a troco de +/- 1500 pesos.


Todas as crónicas sobre as Filipinas:
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