segunda-feira, 6 de julho de 2015

VISITAR PONTA DELGADA - ILHA DE SÃO MIGUEL

O que visitar nos Açores, Roteiro completo para visitar São Miguel, Ponta Delgada - Açores

Hoje seria o último dia que passaríamos em S.Miguel e como tal decidimos aproveitar para conhecer a cidade de Ponta Delgada assim como alguns outros locais situados nas imediações.
Acordámos cedo e como o tempo não estava famoso (ameaçando chover a qualquer momento) achámos que o melhor mesmo era ir conhecer um local onde, de certa forma, não estaríamos à mercê dos caprichos da meteorologia.
Como tal, a primeira paragem do dia, foi na Gruta do Carvão situada na área de Paim, já nos arredores de Ponta Delgada. 
Esta gruta é na verdade um túnel de lava com milhares de anos resultante de uma das muitas erupções vulcânicas que ocorreram na ilha nos tempos passados.
Para descer à única das três secções que se encontra aberta ao público, sugerimos que faça uma reserva previa, pois existe um número limitado de visitantes diários.


Esta experiência foi uma estreia para nós. Por diversas vezes (noutras ocasiões) já havíamos visitado grutas e minas mas um tubo de lava era algo que nunca tínhamos "experimentado".
A visita inicia-se com um pequeno filme no qual nos foi explicado de forma detalhada qual a origem dos tubos de lava, assim como a importância que as erupções vulcânicas tiveram não só na formação da ilha de S.Miguel como também de todo o arquipélago dos Açores.
Depois do filme, e já devidamente equipados, fomos então convidados a descer ás entranhas da terra. Este tubo de lava tem aproximadamente 800 metros de comprimento, mas as visitas só estão autorizadas numa pequena secção de cerca de 200 metros que se encontra dividida em duas zonas.



Sempre acompanhados por uma guia, percorremos a área durante cerca de quarenta e cincos minutos e no final saímos extremamente satisfeitos com a experiência. Sendo o arquipélago dos Açores de origem vulcânica, e depois de já termos visto diversas caldeiras e crateras, não fazia sentido deixar passar a oportunidade de saber um pouco mais sobre a formação das ilhas.



No regresso à superfície percebemos que o sol ia lentamente rompendo a espessa camada de nuvens que ainda cobria o céu. Seguimos então para a zona central de Ponta Delgada, onde nos mantivemos até perto do final do dia.

  • ALGUNS LOCAIS VISITADOS DURANTE A NOSSA CURTA PASSAGEM POR PONTA DELGADA:
  • Forte de São Brás/Museu Militar
  • Igreja do Senhor Santo Cristo/Convento de Nossa Senhora da Esperança
  • Igreja Matriz
  • Igreja de São José
  • Portas da Cidade
  • Jardim António Borges
  • Teatro Micaelense
  • Paços do Concelho








Durante a nossa estadia na ilha tínhamos por diversas vezes equacionado fazer um tour de whale watching e agora, com o tempo a melhorar consideravelmente, tomamos a decisão de avançar com as nossas pretensões.  

Depois de almoço e à hora marcada lá estávamos nós à porta da loja da Futurismo para darmos início ao tour. A experiência tem início com um curto filme informativo sobre as diversas espécies de cetáceos que habitam ou percorrem, nas suas migrações, as águas dos Açores.
Devidamente informados sobre o que hipoteticamente poderíamos observar durante o "passeio" (e digo hipoteticamente pois os avistamentos estão dependentes de dezenas de variáveis) fomos então encaminhados para uma lancha rápida.
Durante o tour estivemos sempre acompanhados por duas biólogas que se encarregaram de nos explicar quais as espécies que estávamos a avistar assim como as suas características. São também essas duas pessoas que recebem informações via rádio sobre a localização dos cetáceos, dadas por observadores que se encontram em pontos estratégicos ao longo da costa sul da ilha.


A verdade é que não foi preciso esperar muito para que tivéssemos o primeiro encontro com estes gigantes do mar. Ainda que um pouco longe, conseguimos avistar duas baleias comuns que se "exibiram" para nós durante escassos minutos.
Como seria de esperar e durante esse tempo a excitação e o entusiasmo tomaram conta de nós. Mesmo a uma distância considerável deu para ter a consciência do tamanho destes monstros que ficámos a saber serem a segunda maior espécie de baleias do mundo. Podendo atingir em alguns casos vinte sete metros de comprimento.


Depois destes momentos de êxtase a calma voltou ao barco e durante os instantes que se seguiram fez-se silêncio. De repente a tranquilidade é quebrada por uma mensagem no rádio. Foram avistados cachalotes nas águas em frente da vila de Lagoa. Somos aconselhados a tomar os nossos lugares e logo de seguida a lancha acelera, avançando rapidamente até ao local do avistamento.
Uma das guias explica-nos que temos de ser rápidos pois as baleias só vêm à superfície durante breves minutos, o tempo suficiente para reporem a respiração. Passada essa janela de tempo, estes seres voltam a mergulhar, podendo permanecer nas profundezas do oceano entre 40 a 50 minutos.
Quando chegámos ao local indicado já lá se encontrava outro barco, mas os cachalotes nem vê-los. Passaram dois, três, quatro minutos e nada!
Numa altura em que já havíamos perdido as esperanças, surge quase de surpresa um enorme repuxo e depois outro, lá estavam eles... dois cachalotes.





Sem se mostrarem muito, andaram por ali breves momentos até que desapareceram definitivamente. A partir deste momento e por muito que as guias se esforçassem nunca mais conseguimos avistar qualquer baleia. Desapareceram as baleias mais vieram os golfinhos fazer-nos uma visita e quando nos apercebemos já a pequena embarcação se encontrava rodeada por um grupo de golfinhos comuns, uma das espécies residentes nas águas dos Açores.
Nos avistamentos anteriores, as baleias estiveram sempre a uma distância considerável, mas agora tínhamos os golfinhos a menos de um metro.




Como estes mamíferos são extremamente curiosos, este contacto acabou por ser um intercâmbio de experiências perfeito.
Como já referi, o grupo era composto por várias dezenas de golfinhos e aqui e ali foi possível ver diversas progenitoras acompanhadas pelos respetivos juvenis.



Depois de quase duas horas no mar voltámos à marina, e nesse final de tarde ainda tivemos tempo para ir conhecer as estufas onde são produzidos os famosos Ananases dos Açores
Sabíamos que não muito longe de Ponta Delgada existiam dois ou três locais que poderiam ser visitados de forma gratuita. A nossa escolha recaiu pela Quinta Augusto Arruda situada na Fajã de Baixo.



Uma vez no interior da propriedade dirigimo-nos para o edifício principal onde nos foi dito que a visita seria feita de forma independente, sem qualquer guia. Foi-nos permitido entrar em todas as estufas com a condição de não tocar nas plantas ou nos frutos, voltando a fechar as portas depois de sairmos.


Sendo assim partimos à descoberta do local que não é muito grande e que acolhe não mais de uma dúzia de estufas. A visita é bastante interessante, uma vez que nos permite ver todo o processo de crescimento do fruto, desde a fase inicial da plantação até ao ponto em que está pronto para a comercialização.




No final regressámos ao edifício principal onde está instalada uma pequena loja recheada de produtos feitos a partir do ananás. Sabonetes, cremes, champô e claro... licores.
E foi precisamente um desses licores que fomos convidados a provar e que nos soube quase a despedida. 
Na manhã seguinte seguiríamos para a Ilha do Pico.
Que aventuras nos esperam nos próximos dias?



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