segunda-feira, 29 de junho de 2015

. AÇORES,SÃO MIGUEL-DIA 4


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Hoje foi o dia em que realizámos mais quilómetros.E mesmo apesar de termos sido obrigados a alterar os planos que inicialmente estavam previstos,soubemos dar a volta à situação e fomos conhecer o lado este da ilha de S.Miguel.



Uma vez que já estávamos há três dias nesta ilha,hoje tínhamos previsto dar um "saltinho" ao Ilhéu da Vila situado a pouco mais de dois quilómetros da costa.
Logo de manhã fomos até Vila Franca do Campo e mesmo sabendo que o barco que faz o transporte nos meses de verão só começava a operar duas semanas mais tarde,resolvemos arriscar e passar pelo porto da vila porque nos haviam dito que provavelmente no centro náutico conseguiríamos arranjar quem nos levasse até ao ilhéu.



O que não contávamos mesmo era que nos pedissem quinze euros por pessoa para fazer um trajecto que não dura mais de 3/4 minutos e que normalmente custa cinco euros.Ainda por cima só poderíamos permanecer na "ilha" nunca mais de duas horas.
Embora um pouco desanimados com este contra nos nossos planos e depois de mostrarmos o nosso desagrado com o que achámos ser um autêntico aproveitamento do facto de este ser neste momento o único meio de chegar ao ilhéu,acabamos por virar costas já com um plano B na cabeça!
Com muita pena nossa não iríamos fazer uma coisa que queríamos mesmo,mas seguramente não ficaríamos parados.Como já estávamos em Vila Franca do Campo,aproveitámos para ficar a conhecer este local situado na costa sul e que outrora foi a "capital" de S.Miguel e de onde temos uma vista privilegiada do ilhéu da vila.



Deixámos Vila Franca do Campo para trás e começámos a subir em direção à Capela/Ermida de Nossa Senhora da Paz aqui construída no século XVIII e que durante os tempos conturbados das invasões dos corsários e piratas foi heroicamente defendida pelos habitantes locais.Talvez por essa razão sobreviveu até aos dias de hoje e ainda bem que assim aconteceu pois é um local de extrema beleza e que merece ser visitado não só pela singularidade da construção mas também pela vista espetacular que temos lá do alto.




Continuámos a viagem em direção a norte e pelo caminho fomos parando em algumas pequenas lagoas.A primeira com que nos cruzámos foi a Lagoa do Congro ainda na zona central da ilha e ocupando uma antiga cratera vulcânica situada numa das mais ativas falhas geológicas da ilha.
O cenário envolvente não fica nada a atrás das "grandes lagoas" que vimos nos dia anteriores tento todas elas o mesmo denominador comum:A incrível floresta verde que envolve todo o local.





Visitado que estava este local,continuámos e num esfregar de olhos chegámos à estrada que percorre a costa norte,virámos à esquerda para pouco depois fazermos novo desvio que nos conduziu a mais uma bonita lagoa.
Diante nós tínhamos mais uma maravilha da natureza.Mesmo depois do tempo ter piorado drasticamente,a Lagoa de S.Brás não desiludiu apesar de nesta altura o azul do céu ter sido substituído por um cinzento ameaçador.




Mais uma vez tivemos o privilégio de sermos só nós dois a partilhar este local.Bem...só os dois é uma maneira de dizer porque os campos ao redor da lagoa estão apinhados de vacas leiteiras. 



Voltámos a fazer o caminho inverso e logo que chegámos à estrada principal estacionámos o carro,desta vez para visitar a Fábrica de Chá Gorreana que ao contrário do que inicialmente imaginámos,é um local onde param muitos dos autocarros carregados de turistas estrangeiros e não só.Todos estes visitantes chegam aqui tal como nós para perceber e assistir aos vários processos da produção,preparação,tratamento e empacotamento da planta.
Uma vez que a confusão era tanta decidimos que voltaríamos aqui mais tarde e para já iríamos conhecer uma outra fábrica poucos quilómetros adiante.Continuámos então pela estrada que segue em direção á Ribeira Grande e cinco minutos depois chegámos á menos turística fabrica de chá Porto Formoso.



Estacionámos facilmente porque aqui o parque estava completamente deserto (chegámos mesmo a pensar que a fábrica se encontrava encerrada) entrámos pelo portão principal e logo ali tivemos o primeiro vislumbre das plantações de chá tão características desta zona da ilha.



Na fábrica de Porto Formoso fomos simpaticamente recebidos pela Diana,uma das funcionárias do espaço que nos acompanhou numa detalhada visita guiada enquanto nos explicou de uma forma bastante completa todos os passos necessários para a produção dos vários tipos de chá.
No final da visita fomos convidados a degustar uma deliciosa chávena chá bem quentinho.Gostámos tanto que acabámos por comprar uma embalagem! 



Regressámos para trás e mais uma vez parámos na Fábrica da Gorreana na esperança de que agora a confusão fosse menor.Desta vez acabámos por ter sorte pois grande parte dos autocarros ja tinham abandonado o local e o número reduzido de visitantes permitiu que víssemos tudo de uma forma mais tranquila.



Aqui e ao contrário da fábrica de Porto Formoso a visita é feita de forma independente e cada um pode circular livremente pelo espaço e uma vez que não existem guias é possível meter conversa com os trabalhadores caso haja alguma dúvida.Foi precisamente uma simpática senhora que provavelmente ao ver que estávamos verdadeiramente interessados no seu trabalho que nos perguntou se ja tínhamos visto o processo de secagem da folha do chá,ao que respondemos não.
"Esperem um pouco que já vos arranjo maneira de verem"-disse ela enquanto chamava um dos seus colegas a quem pediu que nos levasse ao piso superior onde decorria esse processo.
Depois de subirmos umas escadas de madeira,entrámos numa grande sala com pouca luz e onde fazia um calor insuportável.Lá dentro deparámo-nos com uma série de máquinas que faziam aquela parte do trabalho.



Mais uma vez terminámos o tour a saborear um delicioso cházinho.
À saída fomos passear um pouco pelo meio das plantações de chá que se situam na encosta em frente da fábrica.
De referir que estas duas plantações (porto formoso e gorreana) são as únicas existentes na Europa.
Uma dica importante:vale a pena visitar primeiro a fabrica Porto Formoso pois com as explicações dadas nesse local mais facilmente entendemos o que vemos na da Gorreana que não possui visitas guiadas.




Foi já perto da hora de almoço que voltámos à estrada,fizemos mais uns quilómetros até que a fome começou mesmo a apertar.
O nosso pic-nic de hoje foi feito no Parque Natural da Ribeira dos Caldeirões,um dos locais mais espetaculares que conhecemos durante esta viagem.
Iniciámos a tarde neste lindíssimo jardim recheado de cascatas que acrescentam um pouco de frescura à muita beleza existente.




Depois destes momentos de puro relax demos inicio à última etapa da nossa visita e "zarpámos" em direção à costa este de S.Miguel.
A estrada conduzia-nos por curvas e contra curvas.De um lado víamos o mar azul que se estendia até ao infinito do outro o verde da vegetação que cobre praticamente toda a ilha.
Mesmo assim ainda demorámos praí uma hora até alcançarmos a vila de Nordeste onde decidimos fazer uma curta pausa.
Foi bastante agradável andar por esta pequena vila à beira mar plantada onde imperam edifícios com arquitectura típica e o não menos típico Farol da Ponta do Arnel.



Como já referimos,não ficámos aqui muito tempo porque o que queríamos mesmo conhecer eram os muitos miradouros que existem por estas bandas.
Sendo assim dissemos adeus à vila de Nordeste e seguindo para sul fomos parando aqui e ali onde nos fomos deliciando com as magnificas vistas sobre o mar.
Dos miradouros por onde passámos destacamos os seguintes:Miradouro da Ponta do Sossego e Miradouro da Troqueira.





Já estava a escurecer quando iniciamos o trajecto de volta ao nosso "quartel general".
Apesar do dia não ter começado como desejávamos uma vez que se revelou impossível de visitar o ilhéu da vila,soubemos dar a volta à situação e acabámos por ter um dia excelente.
Na próxima crónica vamos levar-vos a conhecer Ponta Delgada.

.Em baixo podem consultar todas as nossas crónicas sobre os Açores:
S.Miguel Dia 1
S.Miguel Dia 2
S.Miguel Dia 3
S.Miguel Dia 4
Ponta Delgada
Pico Dia 1
Pico Dia 2
Faial

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