quarta-feira, 13 de julho de 2016

.MOSTEIRO DA BATALHA


Num fim de semana em que o Diário das Viagens se lançou à descoberta do litoral centro de Portugal,o Mosteiro da Batalha não podia ficar de forma alguma fora do nosso roteiro.
Depois de passarmos pelo Santuário de Fátima,chegámos já perto da hora de almoço a este magnifico monumento,mandado edificar pelo rei D.João I,como forma de agradecimento pela vitória das tropas lusas na mítica Batalha de Aljubarrota,que teve lugar em 14 de Agosto de 1385.
Apesar da construção ter sido iniciada em 1386 a verdade é que só em 1517 é que o edifício foi dado como concluído.Ou seja foram necessários mais de 130 anos de trabalhos para terminar esta autêntica obra prima da arquitectura.

Devido ao elevado tempo que demorou a erguer,a construção foi inevitavelmente dividida em várias fases,e o resultado acabou por se traduzir numa mistura de estilos arquitectónicos.O Gótico é predominante,mas aqui e ali podemos igualmente ver pequenos apontamentos Manuelinos e Renascentistas.Além disso,e porque esta obra se prolongou por vários reinados,o projecto inicial acabou por sofrer diversas alterações.As capelas imperfeitas,a capela do fundador,o complexo monástico e dois panteões acabaram por ser acrescentados ao que inicialmente D.João I havia projectado.





A sua beleza e importância histórica não passaram despercebidas à UNESCO,que em 1983 o declarou património mundial.Mais tarde,em 2007 foi eleito uma das sete maravilhas de Portugal.
Embora toda a gente o conheça como Mosteiro da Batalha o seu nome original é Mosteiro 
de Santa Maria da Vitória.




.O Mosteiro e os seus principais pontos de interesse

O ponto de partida para a visita será a Igreja,onde podemos aceder de forma gratuita.A longa nave principal sustentada por dezenas de colunas majestosas,que se elevam a mais de trinta metros de altura ao longo do enorme "corredor" central,conduz os visitantes ao lindíssimo altar mor.
Nas laterais,existem outras duas naves menos imponentes mas igualmente belas.Destaque ainda para os lindíssimos vitrais aqui existentes.
É na igreja que se encontra a bilheteira e será também a partir daqui que os visitantes terão acesso a todas as outras partes do mosteiro.



Uma das diversas capelas anexas à Igreja é a Capela do Fundador.Este foi um dos locais que não fazia parte do projecto inicial e onde,depois de construída,foram colocados os túmulos de algumas das mais importantes personalidades da histórias do nosso país.Ao centro e sob uma grandiosa cúpula,repousam o Rei D.João I e a sua mulher Dona Filipa de Lencastre.Ao redor encontram-se entre outros,os túmulos dos seus filhos de onde se destaca o do Infante D.Henrique,o Conquistador. 







O próximo passo da visita leva-nos ao Claustro Real ou de D.João I,rodeado por quatro galerias todas elas decoradas com arcadas que circundam um pequeno jardim.Esta foi uma das partes do Mosteiro que mais tempo demorou a ficar terminada e onde podemos ver alguns pormenores de estilo Manuelino.



Um dos destaques é sem dúvida a Fonte/Lavatório dos Dominicanos,onde os frades que aqui viveram em tempos,vinham lavar as mãos antes do inicio das cerimónias.



Ainda na área do Claustro Real encontra-se a Sala do Capítulo à qual podemos aceder através de uma porta situada na ala nascente.Era neste grandioso espaço aberto,onde sob uma impressionante Abobada Estrelada,que os frades dominicanos se reuniam para discutir e refletir sobre assuntos quotidianos.



Depois de passagens por locais como a Cozinha e o Refeitório,eis que chegamos ao Claustro D.Afonso V.
Este espaço data de num período posterior daquele que visitámos anteriormente e foi o primeiro claustro de dois pisos a ser construído em Portugal.




Para chegarmos aquela que é na nossa opinião a área mais bonita do monumento,é necessário sair para o exterior do mosteiro para logo depois voltar a entrar por uma pequena porta situada nas traseiras do edifício.É aqui,no Panteão de D.Duarte que concluiremos a nossa visita.Este local a que vulgarmente chamamos Capelas Imperfeitas (assim apelidadas por nunca terem sido acabadas) é composto,tal como o nome sugere,por um conjunto de sete capelas funerárias "alinhadas" em torno de um pátio octogonal e onde qualquer visitante se sentirá arrebatado pelo majestoso cenário existente.Os detalhes minuciosos que se encontram talhados por todo o lado são qualquer coisa de extraordinário.







Em suma,o Mosteiro da Batalha é indiscutivelmente uma das mais belas obras arquitectónicas portuguesas e quem sabe até da Europa,sendo este,um dos locais de passagem obrigatória para quem visita esta zona do país.
Recordamo-nos de aqui ter vindo enquanto adolescentes,numa qualquer visita de estudo,e numa altura em que devido à tenra idade não demos o devido valor ao que vimos.Hoje já adultos,tivemos oportunidade de nos redimir e esta passagem pela Batalha mostrou-nos a essência da arte e da cultura Portuguesa de outros tempos,perpetuada sob a forma deste fantástico monumento.
Realizámos esta viagem durante um fim de semana e facilmente conseguimos conciliar a vista à Batalha com passagens por Fatima,Alcobaça,Óbidos,Nazaré e Peniche.

.Algumas informações práticas

-Horário das visitas:
Outubro a Março
Entre as 09:00 e as 18:00 (última entrada 17:30)
Abril a Setembro
Entre as 09:00 e as 18:30 (última entrada 18:00)
O Mosteiro encerra nos dias 1 Janeiro,Domingo de Páscoa e 24 e 25 Dezembro.

-Bilhetes:

Bilhete individual-6 euros
Bilhete Rota do Património (Batalha,Alcobaça e Convento de Cristo)-15 euros
Bilhete C.jovem/estudante-15% desconto
Entrada livre no 1°Domingo de cada mês

-Como chegar
A8 Lisboa/Leiria
A1 Lisboa/Porto (saída Fátima/Batalha)
A19 Leiria/Batalha
IC2 Lisboa/Porto (saída Batalha)
IC9 Tomar/Nazaré (saída Batalha)

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