segunda-feira, 18 de setembro de 2017

.LINDOS-A GRÉCIA EM TONS AZUL E BRANCO


Os quilómetros que antecedem a nossa chegada a Lindos são espetaculares.
Ao longe já se avista o Castelo,empoleirado no topo de uma colina na qual se aconchegam ruas e casinhas pintadas de branco que a esta distância mais parecem um gigantesco bolo de noiva que aumenta de tamanho a cada metro que avançamos.Lá em baixo e para completar esta espécie de cartão postal,um mar tão azul que no horizonte se funde na perfeição com o céu,onde dezenas de gaivotas dançam ao ritmo da leve brisa que se faz sentir.




Deixamos a scooter num dos vários parques de estacionamento existentes e sem tempo a perder iniciamos a caminhada pelas estreitas ruas que galgam a encosta na direção da fortaleza.
Pelo caminho testemunhamos a azafama diária de algumas habitantes locais que preparam as suas bancas improvisadas,onde mais tarde tentarão vender os seus bordados aos muitos visitantes que por aqui passarão durante as próximas horas.
A subida maltrata-nos as pernas mas a vista fantástica sobre aquele manto branco que se estende cada vez lá mais em baixo,vai-nos distraindo os sentidos,e as muitas paragens fotográficas que vamos fazendo acabam por ser uma benção para os músculos.



Ainda é cedo e o interior das muralhas permanece envolto numa estranha calma que seguramente terminará não tarda nada com a chegada dos autocarros carregados de visitantes trazidos das muitas estâncias turísticas existentes na ilha.
Sobre um chão irregular de onde brotam rochas que nos dificultam a caminhada,erguem-se os vestígios da antiga Acrópole que foi durante um largo período o principal centro religioso e político de Rhodes.




As colunas existentes em grande número marcam os locais exactos onde em tempos existiram templos,palácios e edifícios públicos que atualmente não passam de pedaços de história onde milhares de pessoas se acotovelam diariamente em busca da selfie perfeita. 
Tal como no passado o mar continua presente e num movimento subtil vai massajando os pés daquela colina de onde se avistam duas bonitas praias onde certamente nos banharemos mais tarde.





O regresso à aldeia é feito numa espécie de viagem em contra-mão no meio de um carreiro ininterrupto de pessoas que por esta altura preenche toda a extensão do trilho que ainda há um par de horas percorremos de forma tranquila.

O casario assemelha-se agora a um gigantesco formigueiro.Ao longo daquela que parece ser a rua principal sucedem-se lojas,restaurantes,cafés e até uma espécie de curral onde se amontoam dezenas de burros que na sua vida inglória,têm como única missão transportar os turistas mais preguiçosos até ás portas da fortaleza.

Para lá desta confusão superficial,existe uma aldeia genuína,pronta a ser descoberta.Uma aldeia sem algazarras e onde caminhamos por ruas e ruelas calcetadas com pequenos seixos pretos e brancos que nos conduzem por entre casas senhoriais onde um brasão esculpido sobre a entrada assinala que naquele local viveu em tempos uma família abastada.
Uma aldeia onde aqui e ali nos cruzamos com portões abertos que de forma indiscreta nos revelam um pouco da intimidade de quem ali vive.Uma aldeia onde velhotas sentadas à sombra conversam no seu dialeto irracional,mas que à nossa passagem sorriem e nos cumprimentam com o já familiar Kaliméra.
É esta face de Lindos que amamos e na qual sabe bem passear.





Quase sem darmos por isso chegamos ao antigo anfiteatro que no passado foi palco de grandes representações e de onde já se avista o mar.Lá em baixo avista-se a fantástica St.Paul's Bay,com o seu pequeno areal branco repleto de guarda-sóis e as suas água azuis turquesa que convidam a um refrescante mergulho.
Entre banhos de mar e sol ficamos por ali um par de horas até o estomago nos lembrar que tem de ser reabastecido.





Inevitavelmente voltamos a pisar as artérias da aldeia branca onde o ambiente ainda se mantêm bastante agitado com aquela multidão que parece recusar-se a dispersar.
A pausa que fazemos num pequeno restaurante situado numa das ruas secundarias serve de pretexto para matarmos a fome com umas deliciosas saladas Gregas regadas com uma cerveja local bem fresca.



O calor não dá tréguas e um mergulho nas águas cristalinas da Praia Megálos Gialós acaba por fechar com chave de ouro a nossa passagem por Lindos.


Todas as crónicas sobre a nossa viagem pelas ilhas gregas do Dodecaneso:
Rhodes Old Town
Vale das Borboletas,Rhodes
Lindos,Rhodes
Symi
O que comer na Grécia
As Melhores praias do Dodecaneso
. Leros

Outras crónicas sobre a Grécia:

Atenas dia #1
Atenas dia #2

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