sábado, 19 de dezembro de 2015

.SEVILHA-TAPAS E FLAMENCO


Tapas,Touradas e Flamenco.
Quando falamos da Andaluzia são estas três palavras que mais facilmente associamos a esta zona situada no sul de Espanha.
Nesta crónica vamos falar-vos da nossa curta passagem pela lindíssima cidade de Sevilha que é uma ótima opção para uma "escapadela" de fim de semana ou para quem tiver mais tempo poderá servir como ponto de partida para uma semana de viagem pela Andaluzia onde não poderão deixar de visitar as cidades vizinhas de Cordoba,Granada e Málaga.



A nossa viagem foi realizada no mês de dezembro e mesmo estando em pleno inverno tivemos sorte com o tempo.Foram dois dias cheios de sol e com temperaturas a rondar os 25°C,factores que contribuíram em muito para que tivéssemos regressado a casa completamente rendidos à beleza daquela que é considerada a capital da Andaluzia.Na nossa opinião este é talvez o melhor período do ano para vir até cá,pois evitamos o calor abrasador assim com as torrentes de turistas que invadem a terceira maior cidade espanhola nos meses de verão.
Apesar de grande é suficientemente pequena para que com alguma disposição se possa percorrer a pé e conhecer grande parte dos pontos de interesse.



Provavelmente o principal cartão postal da cidade é a impressionante Plaza de España,local onde aconselhamos que iniciem a visita (se possível estejam lá por volta das oito e meia da manhã,altura em que ainda se encontra praticamente deserta).
Esta grandiosa praça,embora pareça ser mais antiga,foi erguida propositadamente para a Exposição Ibero-Americana que aqui se realizou em 1929.





Logo ao lado encontra-se o Parque Maria Luisa que é um dos muitos espaços verdes espalhados pela cidade.Este local foi convertido em jardim,logo depois da exposição e ainda hoje podemos ver e visitar alguns pavilhões que foram mantidos e onde atualmente estão instalados o Museu de Artes e Costumes Populares e o Museu Arqueológico.
Aos domingos este é um dos locais escolhidos pelos habitantes locais para passear,correr,andar de bicicleta ou apanhar sol enquanto se refrescam com uma limonada numa das várias esplanadas existentes. 






Abandonamos esta zona e damos os primeiros passos em direção ao chamado centro histórico.
Depois de uma passagem rápida pelo pequeno edifício em forma de castelo apelidado de Costurero de la Reina datado de 1893 e que atualmente acolhe um posto de informação turística,chegamos à Antiga Fabrica de Tabacos.
Esta construção que foi em tempos a primeira fábrica de tabaco da Europa é hoje ocupada pela Universidade de Sevilha
A somente a alguns minutos dali encontra-se o Palácio de San Telmo.




Durante o periodo dourado dos descobrimentos,o império espanhol estendeu-se por esse mundo fora e em 1785 o Rei Carlos III ordenou a criação do Arquivo das Índias,com o objectivo de centralizar num só local todos os documentos referentes ás colónias Hispânicas.
No seu interior encontram-se cerca de 43000 arquivos e mapas,de entre os quais vários documentos pessoais de Cristovão Colombo e o famoso Tratado de Tordesilhas.
A entrada é gratuita.




A Catedral de Sevilha é sem sombra de duvidas o monumento mais emblemático da cidade,sendo atualmente a maior construção religiosa de origem católica de Espanha e a terceira maior do Mundo,só ficando atrás da Basilica de S.Pedro (Roma-Vaticano) e da Catedral de S.Paulo (Londres).
Depois da conquista da cidade aos árabes a principal mesquita existente foi na altura transformada em igreja e durante dois séculos foi usada como centro de culto católico. 
Foi por volta do ano de 1401 que a população local decidiu erguer um grandioso templo sobre as ruínas da antiga mesquita,tendo sido necessários cerca de 100 anos para que esta extraordinária obra de estilo gótico ficasse concluída.
O interior é bastante rico e para além das várias capelas existentes de onde destacamos a Capilla Mayor,podemos também ali encontrar o magnifico Túmulo de Cristovão Columbo.
O único vestigio da mesquita que foi mantido é a enorme torre (minarete) apelidada de La Giralda que se eleva a mais de 90 metro de altura,ao topo da qual é possível subir.A ascensão é feita a pé e se não chegarem lá acima com o coração aos saltos ele vai com certeza bater mais forte ao admirarem a incrível vista de 360° sobre a cidade.






Depois de regressar ao nível do solo,vale a pena fazer uma pausa no Pátio de los Naranjos que tal como o nome indica é uma área aberta ainda dentro da Catedral totalmente preenchida por laranjeiras.Arvore essa que abunda não só neste local mas igualmente por toda a cidade.Existem milhares espalhadas por todo o lado e por sorte na altura em que visitámos Sevilha todas elas se encontravam carregadas de laranjas.
O bilhete que dá acesso à catedral custa 9 euros e dá igualmente acesso à torre La Giralda,ao Pátio de lo Naranjos e à Igreja de San Salvador situada a alguns quarteirões mais à frente.





É impensável visitar Espanha e não comer as típicas Tapas.Esta espécie de petiscos são uma ótima e económica opção para aconchegar o estômago a qualquer hora do dia ou da noite.
Durante a nossa passagem pela cidade fomos por diversas vezes comer na Bodega Santa Cruz las Columnas,um espaço cheio de energia e sempre a abarrotar pelas costuras. Percorrer os dois metros que separam a porta de entrada do balcão pode transformar-se numa autêntica aventura.
O restaurante é acessível a partir da Calle Mateus Gago.





Terminado este pequeno mas delicioso apontamento gastronómico,regressamos à estrada e desta vez as nossas atenções focam-se na Casa de Pilatos.Este bonito palácio é por muitos considerado um exemplo quase perfeito da arquitectura andalusa e segundo soubemos é a residência oficial dos duques de Medinaceli.
O edifício de dois andares érgue-se em torno de um pátio central.A visita ao piso térreo é feita de forma independente o que permite aos visitantes andarem ao seu ritmo e onde é possível apreciar várias salas (muitas delas forradas com azulejos de cores vivas) onde estão expostas algumas relíquias pertencentes aos atuais e antigos proprietários.
Além da riqueza da arquitectura e decoração,o espaço possui também dois luxuriantes jardins.
O piso superior,preenchido por salas de estar,salões de refeições e quartos,só pode ser visitado com o acompanhamento de um guia.
Aqui todas as assoalhadas encontram-se mobiladas.O grande destaque vai para a excelente coleção de pinturas,algumas delas datadas do período da construção do palácio.
O preço do bilhete custa 8 euros.







Com o final do dia a aproximar-se rapidamente,sugerimos que aproveitem os últimos raios de sol com o relaxante passeio pelo bonitos Jardins de Murillo,situados no extremo sul da Calle Menendez Pelayo.





O mesmo local onde horas antes iniciámos a nossa visita é também o local onde fizemos questão de dar por terminado o dia de hoje.
Se de dia a Plaza de España tem o poder arrebatador de deixar qualquer um sem palavras,a verdade é que à noite,quando se encontra completamente iluminada todo o espaço se transforma num local mágico.





Para quem ainda tiver pedalada nada melhor que prolongar a experiência noite dentro e sentir o verdadeiro espirito sevilhano.O melhor mesmo é passarem pelo bar La Carbonería,situado em pleno coração do Bairro de Santa Cruz (calle Levies 18) onde encontrarão um ambiente super animado e descontraído.
Neste local,todos os dias a partir das 23:00 tem lugar um fantástico show de Flamenco e o melhor de tudo...é GRATUITO! 




Mesmo que a noite anterior tenha sido de farra,o plano para o nosso segundo dia na cidade é acordar cedo para que consigamos ser dos primeiros visitantes a entrar no Real Alcazar de Sevilha.
Este é um dos locais mais famosos e por consequência também dos mais visitados,como tal para conseguir percorrer o espaço com alguma calma,sem as enchentes que começam a aparecer por volta das dez da manhã,o melhor mesmo é madrugar e tentar chegar antes das 9:30,altura em que abrem as portas.
Trata-se de um conjunto de edifícios/palácios,vários deles de origem árabe,que remontam ao período em que Sevilha era ocupada por povos oriundos do norte de áfrica.
O complexo é ainda composto por lindíssimos pátios interiores e bem tratados jardins.
Se achávamos que com a visita à Plaza de España e à Catedral já nada mais nos poderia surpreender em termos de beleza,a verdade é que estávamos redondamente enganados.O Real Alcazar de Sevilha foi o local que mais nos fascinou durante a nossa curta passagem pela capital da Andaluzia.A não perder!
O preço do bilhete é de 9,50 euros.






Daqui rumamos a sul.O destino é o Rio Guadalquivir que divide a cidade a meio.Pelo caminho passamos pelo Hospital de la Caridad ,pelo edifício do Teatro de la Maestranza e logo ali na margem norte ergue-se a Torre del Oro.
Esta obra datada do século XIII tinha inicialmente uma função de vigilância e visava impedir a entrada de navios inimigos na área central da cidade.Mais tarde o edifício foi convertido numa espécie de armazém onde eram guardadas as riquezas e tesouros trazidos pelas frotas espanholas que aqui chegavam vindas do "Novo Mundo" e segundo registos da época é dai que vem o seu nome.
Hoje em dia o espaço acolhe o Museu Naval,sendo também possível subir ao topo e desfrutar da magnifica vista.
O preço do ingresso é de 3 euros.



Com a outra margem mesmo ali à mão de semear,não fazia sentido estar ali a não dar um "saltinho" ao lado de lá.Atravessámos a Ponte San Telmo,de onde tivemos uma das mais fantásticas vistas sobre a Torre del Oro e decidimos percorrer toda a Calle Betis,que se estende por cerca de um quilómetro sempre paralela ao rio.
Como estávamos na hora de almoço,aproveitamos e comemos num dos muitos restaurantes aqui existentes.
No final da rua voltámos a atravessar o rio,desta vez pela Ponte de Triana.
O nossos passos levam-nos agora na direção da Plaza Nueva onde se ergue o imponente edifício do Ayuntamiento que acolhe aquilo que em Portugal conhecemos por câmara municipal.



Por esta altura,esta viagem a Sevilha começava com muita pena nossa a entrar na recta final e as inevitáveis despedidas foram feitas sob aquela que é muito provavelmente a construção mais extravagante da cidade.
Estamos como é obvio a falar do Metropol Parasol,um autentico marco na arquitectura moderna da cidade.
A obra foi concluída em 2011,inserida num projecto de reabilitação de uma das mais antigas zonas de Sevilha.Atualmente é considerada a maior construção de madeira do mundo.
Por três euros é possível subir ao topo desta estrutura em forma de cogumelo e caminhar por um passadiço ao mesmo tempo de desfrutamos da incrível vista que o local oferece.






Por muitos locais que ainda quiséssemos visitar a verdade é que em dois dias não nos foi possível conhecer muito mais.
Mesmo assim depois desta curta "escapadela" regressámos a casa satisfeitos e com a sensação de dever comprido.
Sevilha conquistou-nos pelo ambiente descontraído que paira por toda a cidade,pelas pessoas,pelo clima e pela comida.
Hasta la Vista!

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