quarta-feira, 3 de agosto de 2016

.PAMUKKALE, A MONTANHA DE ALGODÃO


Depois de uma viagem de autocarro noturna desde Göreme, chegámos perto das cinco da manhã a Pamukkale. Nós e todos os outros turistas que connosco viajavam, fomos literalmente despejados à porta de uma agência de viagens que segundo percebemos se encontra aberta toda a noite com o intuito de conseguir vender tours e bilhetes de autocarro aos recém chegados.  
O espaço é pequeno e encontra-se apinhado de quem aqui chega vindo de diversos pontos da Turquia. Apesar da confusão que reina no interior daquele pequeno espaço, tivemos sorte e conseguimos que nos guardassem as mochilas o que fez com que tivéssemos alguma liberdade de movimentos.
Nas ultimas duas noites dormimos pouco e o corpo começa agora a requentar-se do pouco descanso. Como se isso não bastasse está frio e mesmo com todo o barulho que se faz sentir dentro da agência, não temos outra alternativa senão ficar por ali. 
Enquanto esperamos, damos uma "vista de olhos" no mapa e ao que parece não estamos muito longe das Travertines calcarias que pela sua incrível beleza se tornaram no principal ponto turístico da região. 
Pena que o acesso só é permitido a partir das oito da manhã.

Pouco a pouco a noite recua e numa tarefa quase inglória esforça-nos, sem sucesso, para encontrar um local onde possamos beber um café. Para além da agência onde passámos as últimas horas parece que nada mais está aberto. Talvez por ser sexta feira.

Estamos agora a dois passos dos Terraços de Travertine. De súbito deparamo-nos com uma visão quase surreal. Diante nós ergue-se uma enorme encosta totalmente coberta de uma espessa camada de um mineral branco. O que à primeira vista parece neve é na verdade cálcio.  
O nome Pamukkale, que significa castelo de algodão não podia ser mais adequado a este local.


Ás oito em ponto estamos na bilheteira prontos para iniciar a visita. Somos os primeiros a entrar e depois de adquirimos os devidos ingresso (25 TL) é-nos comunicado que teremos de nos descalçar de forma a não causar danos nos terraços.





Ao contrário do que esperávamos a água nesta zona da encosta está fria, muito fria. Bem diferente da temperatura da que brota das nascentes, lá em cima no topo da colina. Aí chega a atingir temperaturas que rondam os 35°/40°.






Caminhamos por entre dezenas de tanques naturais onde no seu interior acomulam uma quantidade considerável de águas azul turquesa ricas em cálcio, que pouco a pouco vão escorrendo pelas suas vertentes. Devido à grande diferença térmica, a água acaba por se evaporar deixando para trás os minerais que ao longo dos anos foram dando forma à paisagem que hoje vemos.
Em todo o mundo existem quatro ou cinco locais idênticos a Pamukkale mas todos eles de menor dimensão.




Já perto do topo e num ponto em que a água já é bem quentinha, escolhemos um ponto privilegiado e sentámo-nos a desfrutar daquela vista fantástica.
Este é sem dúvida um local de passagem obrigatória para quem visita a Turquia. 
Não deixem passar a oportunidade!


-Qualquer passagem por Pamukkale pode e deve ser complementada com uma visita ás ruínas de Hierapolis.

-OUTRAS CRÓNICAS SOBRE A TURQUIA:


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