quarta-feira, 9 de novembro de 2016

.BOROBUDUR-JAVA


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Ainda é noite cerrada.Deixámos Yogyakarta à meia dúzia de minutos e percorremos agora as estradas pouco iluminadas do sul da Ilha de Java.
No dia anterior a dona do hotel onde ficámos,falou-nos de um sítio fantástico onde poderíamos assistir ao nascer do sol,tendo o Templo de Borobudur como cenário de fundo.Acertámos um preço aceitável pelo serviço e agora lá vamos nós a caminho desse local com vista para o paraíso.
A expectativa é grande,tal como o sono que sentimos e que nos faz fechar os olhos de vez em quando.
A certa altura o carro pára.
"Já devemos ter chegado"-Comentamos um com o outro.
Olho pela janela nas não se vê nada. 
A senhora que nos "conduz" confirma as nossas suspeitas.É aqui!
O relógio marca 05:15 e encontramo-nos no meio de uma pequena aldeia,completamente ás escuras onde o silêncio é somente quebrado pelo canto dos galos que anunciam a chegada de mais um dia.
"A partir daqui é sempre a subir,não tem nada que enganar.Quando encontrarem dois caminhos é sempre pelo da direita que têm de seguir!"-As recomendações até fariam algum sentido se víssemos alguma coisa.
Ao ver as nossas caras de espanto,ela volta a atirar:"Levem esta lanterna para vos ajudar.Vão ver que é facil.Encontramo-nos neste sítio daqui a mais ou temos duas horas".

Ao inicio e um pouco a medo lá fomos avançando por um trilho de terra que serpenteia pelo meio da vegetação.A lanterna vai dando uma ajuda,mas falha de vez em quanto.
O céu está agora mais claro.Apesar das árvores que cobrem aquela pequena selva,a claridade vai aumentando e meia hora depois de termos iniciado a subida,alcançamos o topo daquela colina que serviria de camarote.




Diante nós temos um cenário fantástico e em completo silêncio assistimos a todo aquele espetáculo.
À medida que o sol vai aparecendo no horizonte,vamos também olhando em todas as direções em busca do Templo de Borobudur que se encontra algures lá em baixo,mas onde?
É difícil descobrir o que quer que seja,pois à nossa volta são quilómetros e quilómetros de vegetação selvagem que se estende até aos pés do cone perfeito do imponente Monte Merapi que parece tocar as nuvens pintadas de tons rosados.Apesar do tempo estar um pouco nublado a visão é surreal!
Borobudur surge finalmente no meio de toda aquela selva,envolvido numa misteriosa neblina.Visto a esta distância até parece pequeno!
A custo decidimos que está na altura de iniciar a descida e regressar ao ponto de partida.Não nos queremos atrasar.





Já em Borobudur e depois de adquiridos os ingressos,somos interpelados por um senhor que com dois lenços na mão nos diz:
"Para poder entrar vão ter de usar sarong".
Como viríamos a testemunhar ao longo desta viagem,o uso deste acessório é uma prática corrente em muitos dos locais sagrados da Indonésia.
Ao perceber que não sabíamos muito bem como colocar aquele adereço e ao ver a nossa falta de jeito,o homem prestou-se de imediato para nos ajudar.
Trajados a rigor e ainda num cenário semi-desértico,demos os primeiros passos em direção ao mais importante templo budista do país e sentimo-nos cada vez mais pequenos à mediada que nos aproximamos.Este local foi o principal motivo que nos trouxe a Yogyakarta.A emoção toma conta de nós!



Nas calmas e completamente absorvidos pela beleza que nos rodeia,vamos realizando a ascensão que é feita através de diversos corredores e escadas.Tentamos seguir sempre na direção dos ponteiros do relógio,pois foi assim que nos explicaram que deve ser.
Um após outro vamos circundando os seis patamares quadrados no topo dos quais assentam três estruturas circulares e as paredes de pedra vulcânica que nos acompanham encontram-se decoradas com milhares de painéis de baixos relevos.






Chegamos finalmente ao topo.Aqui o significado de beleza ganha outra dimensão.Arrebatadora é talvez a palavra que melhor descreve o que vemos.
Sentados no meio de centenas de stupas de pedra,vemos montanhas,vulcões e florestas tropicais a perder de vista.
Apetece-me fotografar tudo,quero eternizar este momento!








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